Capão AltoSC
2.647 habitantes · IBGE 4203253
Resumo socioambiental
Capão Alto/SC apresenta quadro de saneamento básico frágil e com sinais recentes de retrocesso. A cobertura de água atinge 47,9% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (86,8%), posicionando o município no percentil 19. Embora a série histórica mostre trajetória ascendente desde 2010 (38,6%), houve queda expressiva entre 2023 (56,1%) e 2024, revertendo parte do avanço acumulado. A perda de água na distribuição, de 37,6%, também supera a mediana nacional (29,1%) e a UF (32,3%), indicando ineficiência operacional que penaliza a ampliação do acesso.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto despencou de 88,0% em 2023 para 28,1% em 2024 — queda de 71,9% em relação ao início da série, quando o município chegou a operar com 100% de coleta entre 2017 e 2020. O tratamento de esgoto segue trajetória semelhante, caindo de 100% (2022) para 57,5% (2024), ainda assim acima da mediana nacional (33,3%) e da UF (37,3%), o que sugere que a única ETE existente (1 unidade, 2020) mantém capacidade de tratamento superior à média, mas a rede coletora não está captando volume suficiente de esgoto para chegar até ela. Essa descontinuidade é coerente com o dado censitário de domicílios com coleta, que caiu de 53,1% (2010) para 45,2% (2022), e com o destino inadequado de dejetos, que embora tenha recuado de 46,9% para 25,6% no mesmo período, ainda supera a mediana nacional (14,9%) e destoa fortemente da UF (3,2%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 167.348 tCO₂e em 2024, com queda acentuada de 61,9% frente à série histórica (pico de 1.072.437 tCO₂e em 2020), mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia, no entanto, cresceram 306,4% desde 2010, atingindo 35.684 tCO₂e e superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que pode refletir maior consumo elétrico associado à baixa eficiência dos sistemas de saneamento (bombeamento, perdas). Já as emissões de resíduos permanecem estáveis e comparativamente baixas (1.605 tCO₂e), no percentil 7 nacional, indicando que a pressão ambiental do município concentra-se mais em energia e uso da terra do que em resíduos sólidos.
Em síntese, Capão Alto combina indicadores de saneamento historicamente abaixo da média nacional com uma deterioração recente e abrupta na coleta e tratamento de esgoto, que merece verificação prioritária — seja por mudança metodológica no reporte ao SNIS, seja por falha operacional real. A queda simultânea de cobertura de água e coleta de esgoto em 2024, associada ao aumento das emissões de energia, sugere necessidade de investimento urgente em infraestrutura de rede e eficiência operacional, para reverter a tendência e reduzir a distância em relação à mediana estadual e nacional.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
47.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
28.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
57.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
37.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
45.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
167.348 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.605 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
35.684 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
