Capão BonitoSP

47.403 habitantes · IBGE 3510203

IA

Resumo socioambiental

Capão Bonito/SP apresenta saneamento acima da mediana nacional, mas com sinais recentes de retrocesso na coleta de esgoto. A cobertura de água atingiu 93,5% em 2024, bem acima da mediana do Brasil (73,2%) e próxima do patamar estadual (96,6%, percentil 83). Já a coleta de esgoto, embora superior à mediana nacional (77,3% ante 59,9%), caiu 17,4% desde os picos de 100% observados entre 2019 e 2021, recuando para 74,6% em 2023 e recuperando-se parcialmente em 2024. O tratamento de esgoto, por sua vez, é destaque: 89,8% em 2024, muito acima da mediana nacional (33,3%) e da média estadual (66,6%), posicionando o município no percentil 92 do país — resultado relevante mesmo operando com apenas 1 ETE, igual à mediana nacional.

A perda de água segue como ponto de atenção, apesar da melhora: 22,5% em 2024, redução de 22% em relação à série histórica, e abaixo da mediana nacional (29,1%) e estadual (28,2%). A oscilação entre 17,6% (2023) e 22,5% (2024) sugere necessidade de monitoramento contínuo da rede para consolidar o ganho de eficiência. No âmbito domiciliar, o Censo 2022 confirma avanço: 94,3% dos domicílios com coleta de resíduos (acima da mediana nacional de 76,9%) e apenas 4,4% com destino inadequado, uma queda de 52,5% desde 2010, embora ainda distante do referencial estadual (1,0%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 375.305 tCO₂e em 2024, com queda de 9,3% na série, mas ainda no percentil 75 nacional — ou seja, entre os municípios mais emissores do país. As emissões de energia cresceram 6,4% no período, atingindo 312.119 tCO₂e (percentil 93), enquanto as de resíduos aumentaram 11,5%, para 33.580 tCO₂e (percentil 90), indicando que a gestão de resíduos sólidos, mesmo com boa cobertura domiciliar de coleta, ainda gera pressão relevante sobre o inventário de emissões — possivelmente ligada à disposição final sem aproveitamento energético ou tratamento adequado dos rejeitos.

A matriz energética local é pouco diversificada e desfavorável ao perfil de baixo carbono: a potência de biomassa está estagnada em 92 kW desde 2010 (percentil 2 nacional), enquanto a potência térmica fóssil saltou de 92 kW para 1 MW, um aumento expressivo de 1.202% na série, ainda que module baixo no comparativo nacional (percentil 5). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a base é antiga e não permite avaliação atualizada de riscos hidrológicos. Em síntese, o município combina infraestrutura de esgotamento sanitário robusta para os padrões nacionais com desafios em perdas de água, estabilidade da coleta de esgoto e controle de emissões, sobretudo nos setores de energia e resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.5%

2024

83
12.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

77.3%

2024

66
17.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

89.8%

2024

92
20.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.5%

2024

68
22.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.3%

2022

89
4.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.4%

2022

78
52.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

BiomassaTérmica (fóssil)

Potência térmica (fóssil)

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

95
1202.2% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

7.1%

2024

85.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

375.305 tCO₂e

2024

25
9.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

33.580 tCO₂e

2024

10
11.5% no período

Emissões de energia

SEEG

312.119 tCO₂e

2024

7
6.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.