Capela do Alto AlegreBA

11.055 habitantes · IBGE 2906857

IA

Resumo socioambiental

Capela do Alto Alegre/BA apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no controle de perdas de água mas déficits estruturais graves em saneamento. A cobertura de água atingiu 73,1% em 2024, praticamente igual à mediana nacional (73,2%) mas abaixo da UF (83,0%), após oscilações na série histórica que incluíram queda a 67,9% em 2021-2022. Já a perda de água caiu para 15,9% em 2024, quase metade da mediana nacional (29,1%) e bem inferior à média baiana (34,5%), colocando o município no percentil 15 — um resultado favorável que indica melhoria na gestão operacional da rede.

O maior ponto crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2010, enquanto a mediana nacional é 33,3% e a da UF 39,2%. A coleta de esgoto, de 44,3% em 2019, ficou muito aquém da mediana nacional (59,9%) e da UF (56,9%), apesar de ter alcançado 100% em 2018 — uma inconsistência na série que sugere problema de medição ou reporte, não necessariamente melhoria real. Esse déficit de tratamento se reflete no indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que embora tenha recuado de 26,0% (2010) para 17,9% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a UF (17,1%), evidenciando que parte da população segue sem disposição adequada de esgoto e resíduos.

Do lado climático, as emissões totais de GEE cresceram 13,3% entre 2023 e 2024, atingindo 107.522 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 43). As emissões de resíduos somaram 6.845 tCO₂e em 2024, com alta acumulada de 39,3% desde 2010, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) — tendência coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a persistência de destinação inadequada. As emissões de energia quase dobraram no período (+95,2%), embora permaneçam abaixo da mediana nacional.

Por fim, os registros de eventos extremos em 2016 — 2 cheias e 9 secas — posicionam o município nos percentis 87 e 85 nacionalmente, indicando exposição relevante a variabilidade hídrica, o que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento e resiliência climática para reverter os gargalos identificados em tratamento de esgoto e gestão de resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.1%

2024

50
0.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

44.3%

2019

32.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2019

Perda de água

SNIS/SINISA

15.9%

2024

85
39.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.7%

2022

46
1.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.9%

2022

44
31.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

107.522 tCO₂e

2024

57
13.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.845 tCO₂e

2024

46
39.3% no período

Emissões de energia

SEEG

9.460 tCO₂e

2024

66
95.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.