CapetingaMG
6.652 habitantes · IBGE 3112406
Resumo socioambiental
Capetinga/MG apresenta um quadro socioambiental misto, com avanço formal expressivo no saneamento e desempenho ambiental relativamente favorável em relação ao Brasil, mas com fragilidades estruturais no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 80,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média mineira (84,3%), embora ainda distante do patamar histórico de quase 100% observado em 2008-2009. A perda de água, de 19,6% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à média de Minas Gerais (35,0%), indicando gestão comparativamente eficiente da rede, apesar da oscilação recente (pico de 23,1% em 2020).
O dado mais chamativo é o salto da coleta de esgoto, que passou de 8,3% em 2020 para 100,0% em 2021, colocando o município no percentil 100 nacional — mudança que sugere reclassificação metodológica ou ampliação abrupta de rede, e que merece verificação junto ao SNIS, já que não é acompanhada de melhoria correspondente no tratamento. De fato, o tratamento de esgoto permanece baixíssimo, em 6,0% (2022), muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%), com apenas 1 ETE registrada no município (2020). Essa discrepância entre coleta e tratamento indica que o esgoto captado provavelmente é lançado sem tratamento adequado, representando risco sanitário e ambiental não capturado pelo indicador de cobertura isoladamente.
Nos indicadores domiciliares do Censo, Capetinga também supera o Brasil: 88,1% dos domicílios com coleta de resíduos (2022, percentil 73) e apenas 4,3% com destino inadequado, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), embora ambos os indicadores tenham piorado ligeiramente desde 2010. Compatível com esse quadro, as emissões de resíduos (4.362 tCO₂e em 2024) situam-se abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), com estabilidade na série histórica.
No âmbito climático, o município reduziu suas emissões totais de GEE em 45,4% entre 2010 e 2024, chegando a 62.119 tCO₂e, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com queda expressiva também nas emissões de energia (-40,9%, para 5.594 tCO₂e, percentil 23). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016. Em síntese, Capetinga exibe pegada ambiental comparativamente baixa e infraestrutura domiciliar de resíduos acima da média nacional, mas o gargalo crítico para a gestão pública é o tratamento de esgoto, cuja defasagem em relação à coleta formal exige investimento prioritário para evitar passivo ambiental crescente.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
7.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
6.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
62.119 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.362 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.594 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
