Capim BrancoMG

11.105 habitantes · IBGE 3112505

IA

Resumo socioambiental

Capim Branco apresenta em 2024 cobertura de água de 82,7%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima ao patamar mineiro (83,3%), embora essa taxa venha em trajetória de queda desde 2010 (91,1%), com retração acumulada de -9,2%. Essa perda de eficiência se reflete no indicador de perda de água na distribuição, que atingiu 33,3% em 2024 — acima da mediana nacional (29,1%) e configurando um alerta operacional relevante para a gestão do sistema, ainda que o valor represente melhora frente ao pico de 43,1% em 2018.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município: a coleta atinge apenas 23,2% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e do patamar mineiro (78,2%), posicionando Capim Branco no percentil 17 do país. O tratamento de esgoto, em 14,6%, também está distante da mediana nacional (33,3%) e da UF (44,6%). Chama atenção a queda abrupta de cobertura entre 2012 (100%) e 2013 (8,6%), sugerindo mudança metodológica ou operacional no sistema, com recuperação lenta e ainda incompleta nos anos seguintes. Essa baixa cobertura de tratamento de esgoto é coerente com o aumento das emissões de resíduos, que cresceram +22,0% entre 2023 e 2024, atingindo 5.633 tCO₂e — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em tendência de alta que merece monitoramento.

Em gestão de resíduos sólidos domiciliares, o município tem desempenho positivo: 94,5% dos domicílios com coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%), com destinação inadequada reduzida a apenas 2,1%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, a infraestrutura formal de destinação permanece limitada, com apenas 1 unidade registrada, mediana nacional também de 1, mas muito aquém das 135 unidades da UF.

No aspecto climático, as emissões totais de GEE caíram -7,7% entre 2023 e 2024, para 31.203 tCO₂e, mantendo o município no percentil 12 nacional (baixas emissões relativas). Entretanto, as emissões de energia mais que dobraram desde 2010 (+124,3%), acompanhando o crescimento urbano, enquanto ainda estão abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a base de dados hidrológicos está desatualizada, limitando a análise de riscos hídricos recentes.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.7%

2024

64
9.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

23.2%

2024

17
76.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

14.6%

2024

37

Perda de água

SNIS/SINISA

33.3%

2024

40
21.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.5%

2022

89
0.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.1%

2022

88
66.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

31.203 tCO₂e

2024

88
7.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.633 tCO₂e

2024

54
22.0% no período

Emissões de energia

SEEG

10.694 tCO₂e

2024

63
124.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.