CapinzalSC
24.176 habitantes · IBGE 4203907
Resumo socioambiental
Capinzal encerra 2024 com indicadores de saneamento heterogêneos e um quadro de emissões que exige atenção. A cobertura de água atingiu 81,1% em 2024, com queda expressiva de -12,7% em relação ao ano anterior e recuo acentuado frente aos 95,5% de 2023, embora ainda supere a mediana nacional (73,2%) e posicione o município no percentil 62. Já o esgotamento sanitário permanece crítico: apenas 10,0% dos domicílios têm coleta e 17,8% do esgoto é tratado, ambos muito abaixo das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e das médias estaduais, colocando Capinzal no percentil 8 em coleta — um dos piores indicadores do dossiê, mesmo havendo 3 ETEs instaladas (percentil 93 nacional), o que sugere subutilização da infraestrutura existente.
Em resíduos sólidos, a situação é mais favorável: 97,4% dos domicílios têm coleta (percentil 97) e o destino inadequado caiu para 1,4% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, esse avanço na coleta não se traduziu em redução de impacto climático — as emissões de resíduos cresceram +62,0% desde 2010, chegando a 13.184 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando possível destinação a aterros sem aproveitamento energético ou tratamento adequado de metano.
O balanço de emissões totais mostra queda de -3,0% em 2024 (172.135 tCO₂e), mas o município permanece acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 56). O setor energético é o principal responsável, com alta de +45,2% desde 2010 e valor muito superior à mediana nacional (101.036 vs. 18.929 tCO₂e, percentil 81), refletindo o perfil industrial do município. A perda de água, de 23,5% em 2024, ainda é inferior à mediana nacional (29,1%), mas a série mostra grande instabilidade nos registros, o que compromete a confiabilidade da gestão hídrica e pode estar relacionada à oscilação abrupta na cobertura de água.
Em síntese, Capinzal apresenta bons resultados em gestão de resíduos domiciliares e cobertura de água relativamente ao Brasil, mas enfrenta déficit estrutural grave em esgotamento sanitário e pressão crescente das emissões de energia e resíduos, que demandam investimento articulado em tratamento de esgoto e eficiência energética para reverter as tendências de alta observadas na série histórica.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
10.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
17.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
3
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
403 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
403 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
172.135 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.184 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
101.036 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
