Capitão Leônidas MarquesPR
14.796 habitantes · IBGE 4104600
Resumo socioambiental
Capitão Leônidas Marques apresenta cobertura de água de 83,4% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo do patamar do Paraná (89,5%) e da própria série histórica do município, que chegou a 100,0% entre 2021 e 2022 antes de recuar para 78,7% em 2023. Essa queda expressiva merece atenção dos gestores, pois indica possível problema de continuidade no reporte de dados ou na operação do sistema, já que não é comum retração tão acentuada em curto intervalo. Já o saneamento de esgoto é o ponto mais crítico: apenas 40,6% de coleta e 21,9% de tratamento em 2024, ambos abaixo das medianas nacionais (59,9% e 33,3%) e distantes da média paranaense (82,9% e 78,8%), posicionando o município nos percentis 31 e 43, respectivamente — um gargalo estrutural que demanda investimento prioritário.
Do lado dos resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: 85,5% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu de 8,6% para 3,3% entre 2010 e 2022, uma redução de 61,7% e bem abaixo da mediana do país (14,9%). Essa evolução positiva na gestão de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 21,0% desde 2010, atingindo 6.556 tCO₂e em 2024, ligeiramente acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a melhoria na cobertura de coleta não foi acompanhada de redução proporcional nas emissões do setor, possivelmente pelo aumento da geração de resíduos ou pela disposição final ainda não otimizada.
No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram 23,1% desde 2010, chegando a 136.161 tCO₂e em 2024 — próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 49) — impulsionadas principalmente pela redução em outros setores, já que as emissões de energia subiram 9,2% no período, alcançando 66.758 tCO₂e e situando o município no percentil 75 nacional, reflexo da elevada potência hidráulica instalada (795 MW, percentil 97), quase 80 vezes a mediana nacional de 10 MW. Essa infraestrutura energética expressiva reforça o perfil de geração hidrelétrica do município, mas também implica maior exposição a eventos de seca, tema já registrado em 2016 (2 ocorrências, acima da mediana nacional de zero), o que reforça a necessidade de monitoramento hídrico associado à gestão dos recursos superficiais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
40.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
21.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
20.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
85.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
795 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
795 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
136.161 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.556 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
66.758 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
