CapitólioMG

10.863 habitantes · IBGE 3112802

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Resumo socioambiental

Capitólio/MG apresenta avanço expressivo no tratamento de esgoto, que saltou de 0% (2021) para 96,5% em 2022, posicionando o município no percentil 88 nacional e bem acima da mediana do Brasil (37,7%) e de Minas Gerais (44,5%). A coleta de esgoto mantém-se em 100% desde 2014, no percentil máximo (100) da distribuição nacional. Esse desempenho contrasta, porém, com a cobertura de água, que recuou de 79,3% (2021) para 66,5% em 2022 — queda acumulada de 33,5% desde 2008 — ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar mineiro (84,3%), no percentil 38. A perda de água na distribuição, de 23,4% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à mineira (35,0%), indicando eficiência relativa na rede apesar da queda de cobertura.

No saneamento domiciliar, os dados censitários mostram redução expressiva do destino inadequado de resíduos, de 10,7% (2010) para 3,1% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da mineira (7,4%). Já a coleta domiciliar de resíduos caiu de 89,3% para 77,4% no mesmo período, ficando próxima da mediana nacional (76,9%) mas distante do padrão estadual (86,1%). Essa retração na coleta é coerente com o aumento nas emissões de resíduos, que subiram 62,7% entre 2010 e 2024, atingindo 6.123 tCO₂e — próximo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) —, sugerindo pressão crescente sobre a gestão de resíduos sólidos mesmo com a melhoria no destino inadequado.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 125.991 tCO₂e em 2024, com alta de 8,5% em relação a 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 47. O setor de energia é o principal vetor de crescimento das emissões, com aumento de 42,9% no período e valor de 43.994 tCO₂e em 2024 — mais que o dobro da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 67 —, refletindo provavelmente a expansão de atividades turísticas e de infraestrutura no município.

Quanto a eventos extremos, o único registro disponível (2016) aponta 2 ocorrências de cheia, acima da mediana nacional (0) e no percentil 87 dentro do estado, enquanto não há registro de seca no mesmo ano. A ausência de séries mais recentes limita a análise de tendência hidrológica, recomendando-se monitoramento contínuo, especialmente diante da queda na cobertura de água e do crescimento das emissões energéticas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

74.1%

2024

52
6.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

77.6%

2024

66
22.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

58.7%

2024

67

Perda de água

SNIS/SINISA

16.4%

2024

84
27.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.4%

2022

51
13.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.1%

2022

83
70.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

125.991 tCO₂e

2024

53
8.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.123 tCO₂e

2024

51
62.7% no período

Emissões de energia

SEEG

43.994 tCO₂e

2024

33
42.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.