Capivari do SulRS

4.079 habitantes · IBGE 4304671

IA

Resumo socioambiental

Capivari do Sul/RS apresenta quadro socioambiental predominantemente favorável, com destaque para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 87,3% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da média gaúcha (86,2%, percentil 73), consolidando uma trajetória de forte expansão desde 2010 (+35,5%), quando o índice era de 64,4%. Já o percentual de domicílios com coleta de resíduos foi de 94,2% em 2022, também superior à mediana nacional (76,9%) e à UF (82,7%), com apenas 1,2% dos domicílios registrando destinação inadequada — bem abaixo da mediana brasileira (14,9%) e do próprio Rio Grande do Sul (4,5%).

Um ponto de atenção é a perda de água no sistema de distribuição, que chegou a 25,7% em 2024, praticamente triplicando o índice de 2018 (25,4% após anos com perdas mínimas, como 0,5% em 2017). Apesar do aumento expressivo, o valor ainda fica abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), sinalizando que, embora exista ineficiência operacional crescente, o município não está em situação crítica comparativa — mas o descompasso entre boa cobertura e perdas elevadas merece monitoramento, já que compromete a eficiência do investimento em ampliação da rede.

Em relação às emissões de GEE, houve queda expressiva de -53,7% entre 2010 e 2024, com forte redução recente (de 203.012 tCO₂e em 2022 para 123.346 tCO₂e em 2024), colocando o município próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 47). As emissões de energia também recuaram (-24,0%), ficando abaixo da mediana nacional. Em contrapartida, as emissões por resíduos cresceram +41,9% no período, acompanhando o aumento da cobertura de coleta — um padrão esperado, já que mais coleta formal tende a gerar mais emissões contabilizadas em aterros, mas o valor absoluto (1.874 tCO₂e) permanece bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 10).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA (2016), o que limita a análise de riscos hidroclimáticos recentes. Em síntese, o município exibe indicadores de saneamento acima da média nacional e estadual, trajetória de descarbonização consistente, mas requer atenção à gestão operacional da rede de água para conter o crescimento das perdas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.3%

2024

73
35.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.7%

2024

59
143.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.2%

2022

88
3.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.2%

2022

92
56.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

123.346 tCO₂e

2024

53
53.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.874 tCO₂e

2024

90
41.9% no período

Emissões de energia

SEEG

8.009 tCO₂e

2024

69
24.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.