CapoeirasPE

18.890 habitantes · IBGE 2603801

IA

Resumo socioambiental

Capoeiras/PE apresenta quadro de saneamento básico crítico em relação ao restante do país. A cobertura de água atingiu 47,1% em 2022, com crescimento expressivo de +64,1% desde 2008, mas ainda muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar do estado (86,7%), posicionando o município no percentil 17 — entre os piores do Brasil nesse indicador. A situação se agrava quando observada a perda de água na distribuição: 53,2% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média estadual (43,5%), colocando o município no percentil 87 de pior desempenho. Ou seja, mesmo com avanço na cobertura, mais da metade da água tratada se perde antes de chegar ao consumidor, o que compromete a eficiência dos investimentos realizados no setor.

No esgotamento sanitário, o quadro é igualmente preocupante. A coleta de esgoto era de 70,2% em 2018 (acima da mediana estadual de 47,4%, mas sem dado mais recente), porém o tratamento de esgoto é 0,0% desde então — todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, enquanto a mediana nacional já alcança 37,7%. Esse gargalo se reflete diretamente na destinação domiciliar: apenas 44,9% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), muito aquém da mediana nacional (76,9%) e estadual (76,8%), e 54,7% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, quase quatro vezes a mediana do Brasil (14,9%) e do estado (14,8%), situando o município no percentil 95 — um dos piores indicadores do país nessa dimensão.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 86.580 tCO₂e em 2024, com queda de -13,6% frente a 2010, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), o que é positivo. Contudo, as emissões de resíduos cresceram +41,3% no período, chegando a 9.030 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 63) — tendência coerente com a ausência de tratamento de esgoto e baixa cobertura de coleta domiciliar, que tende a gerar mais decomposição orgânica sem controle. As emissões de energia também subiram +28,0% (16.889 tCO₂e), próximas da mediana nacional.

Em relação a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016, mas os registros de seca observada somam 14 ocorrências no mesmo ano, valor muito acima da mediana nacional (0) e próximo ao padrão de vulnerabilidade hídrica do semiárido pernambucano (percentil 93). Esse cenário reforça a urgência de investimentos articulados entre ampliação e eficiência da rede de água, implantação de tratamento de esgoto e gestão de resíduos, dado que os três eixos estão interligados e explicam parte da pressão ambiental e das emissões do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

37.4%

2024

10
31.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

70.2%

2018

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2018

Perda de água

SNIS/SINISA

52.6%

2024

15
20.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.9%

2022

11
18.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

54.7%

2022

5
12.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

86.580 tCO₂e

2024

64
13.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.030 tCO₂e

2024

37
41.3% no período

Emissões de energia

SEEG

16.889 tCO₂e

2024

52
28.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.