CaputiraMG
9.128 habitantes · IBGE 3112901
Resumo socioambiental
Caputira/MG apresenta déficit estrutural expressivo em saneamento básico, configurando o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atinge apenas 39,1% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do valor mineiro (84,3%), posicionando o município no percentil 11 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A série histórica mostra queda contínua desde 2008 (45,0%), com retração acumulada de -13,0%. A coleta de esgoto, embora tenha sido de 100% até 2016, sofreu colapso abrupto para 51,5% em 2021 (variação de -48,5%), e mais grave: o tratamento de esgoto é 0,0% desde o início da série, contra mediana nacional de 37,7% e 44,5% em Minas Gerais. Essa ausência total de tratamento indica que todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer processamento, um passivo ambiental crítico.
Do lado positivo, os indicadores de resíduos sólidos domiciliares mostraram melhora relevante: o percentual de domicílios com coleta subiu de 59,3% (2010) para 67,1% (2022), e o destino inadequado de resíduos caiu de 40,7% para 18,3% no mesmo período (-55,1%), embora ainda acima da mediana nacional (14,9%) e distante do padrão mineiro (7,4%). A perda de água na distribuição, de 28,1% em 2022, está próxima da mediana nacional (29,9%) e é o único indicador de saneamento em que o município não está em desvantagem clara, sugerindo que o problema central não é a eficiência operacional, mas sim a baixa cobertura e a inexistência de tratamento de esgoto.
Em emissões de GEE, Caputira mantém volumes relativamente baixos em comparação nacional: 43.788 tCO₂e em 2024 (percentil 18, abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e), mas com trajetória bastante instável, tendo alcançado pico de 94.944 tCO₂e em 2023. As emissões de resíduos (5.191 tCO₂e, percentil 43) guardam coerência com o quadro sanitário deficiente, enquanto as de energia (6.310 tCO₂e, percentil 26) seguem controladas. Os registros de eventos extremos de 2016 indicam 2 ocorrências de cheia, no percentil 87 nacional, sinalizando vulnerabilidade hidrológica que, combinada à baixa cobertura de água e à ausência de tratamento de esgoto, reforça a urgência de investimentos em infraestrutura sanitária como prioridade de gestão.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
38.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
52.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
26.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
43.788 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.191 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.310 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
