CaracaraíRR
22.443 habitantes · IBGE 1400209
Resumo socioambiental
Caracaraí/RR apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento e clima. A cobertura de água atingiu 76,6% em 2022, alinhada à mediana nacional (76,5%) e próxima do desempenho de Roraima (79,6%), com avanço de +14,6% no período. Contudo, essa evolução é comprometida pela perda de água na distribuição, que saltou para 76,7% em 2022 — quase o triplo da mediana nacional (29,9%) e acima até da UF (60,5%), colocando o município no percentil 98, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Isso sugere que o investimento em ampliação da rede não está sendo acompanhado de manutenção adequada da infraestrutura, gerando desperdício expressivo de um recurso já captado e tratado.
No esgotamento sanitário, o município tem tratamento de 100% do esgoto coletado desde 2014 (exceto 2018), desempenho muito superior à mediana nacional (37,7%) e à própria UF (91,2%), colocando Caracaraí no percentil 100. Entretanto, a coleta de esgoto caiu para 85,5% em 2021 (variação de -6,3%), abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (94,1%). Mais preocupante é o dado do Censo IBGE: apenas 51,0% dos domicílios têm coleta de resíduos em 2022, queda de -16,6% desde 2010, com 47,0% dos domicílios recebendo destino inadequado — percentil 91, indicando piora significativa e descolamento entre a qualidade do tratamento existente e o acesso real da população aos serviços básicos de limpeza urbana.
No eixo climático, as emissões totais de GEE são o ponto mais crítico: 4.851.242 tCO₂e em 2024, com alta de +216,8%, resultado da reversão de um padrão histórico de sequestro de carbono (valores negativos entre 2010-2015 e em anos intercalados) para emissões líquidas positivas desde 2016, associadas provavelmente a desmatamento e mudança de uso da terra. O município está no percentil 98 nacional, evidenciando pressão ambiental crescente sobre a Amazônia local. Em contrapartida, as emissões de resíduos caíram -29,4% (para 10.264 tCO₂e em 2024) e as de energia recuaram -59,3% (32.718 tCO₂e), mostrando que os setores de resíduos e energia têm trajetória de melhoria, mesmo que ainda acima da mediana nacional.
Do ponto de vista de infraestrutura energética limpa, a potência instalada em biomassa cresceu +176,5% desde 2010, chegando a 21 MW em 2024, acima da mediana nacional (5 MW), embora distante da UF (359 MW). Já os eventos hidrológicos extremos registrados em 2016 — 2 registros de cheia e 2 de seca — posicionam o município nos percentis 87 e 64 nacionalmente, sinalizando vulnerabilidade a extremos climáticos que reforça a urgência de qualificar a gestão de resíduos e conter o avanço das emissões territoriais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
51.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
66.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
51.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
47.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
21 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
4.851.242 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.264 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
32.718 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
