CaraíbasBA
10.260 habitantes · IBGE 2906899
Resumo socioambiental
Caraíbas/BA apresenta quadro de saneamento básico crítico frente ao restante do país. A cobertura de água chegou a apenas 29,5% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 6 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A série histórica mostra queda abrupta a partir de 2020 (de 36,9% para 24,6%), com recuperação parcial apenas em 2024, sugerindo problema estrutural ou de gestão do sistema. A situação de resíduos sólidos é ainda mais grave: o destino inadequado de domicílios atinge 66,4% (2022), no percentil 99 nacional, contra mediana de apenas 14,9% no país — apesar da melhora em relação a 2010 (75,1%), o indicador permanece extremamente crítico. Coerentemente, a coleta de resíduos domiciliares cobre somente 30,6% dos domicílios, também muito distante da mediana nacional (76,9%).
No esgotamento sanitário, os dados mais recentes (2015) indicam coleta de 50,0% e tratamento de 48,5%, ambos acima da mediana nacional em tratamento (33,3%), mas a ausência de atualização desde 2015 é um alerta sobre a defasagem informacional do setor. O município conta com apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional, o que sugere estrutura mínima adequada ao porte populacional, mas sem garantia de que os índices de 2015 ainda reflitam a realidade atual. A perda de água na distribuição, de 18,6% em 2024, é inferior à mediana nacional (29,1%) e à estadual (34,5%), colocando o município no percentil 21 (favorável), embora represente forte deterioração frente aos níveis mínimos observados entre 2011 e 2013 (abaixo de 4%).
Do ponto de vista climático, Caraíbas destaca-se positivamente nas emissões totais de GEE, com saldo negativo de -14.925 tCO₂e em 2024 (percentil 3, entre os melhores do país), refletindo provável efeito de remoção por uso da terra e floresta que compensa as demais fontes. Entretanto, essa vantagem convive com tendências preocupantes: as emissões de energia cresceram +1.052,5% desde 2010, atingindo 24.506 tCO₂e em 2024 (acima da mediana nacional de 18.929 tCO₂e), e as emissões de resíduos aumentaram +37,3% no mesmo período, chegando a 6.504 tCO₂e — também acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Esse crescimento nas emissões de resíduos é compatível com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada, reforçando a necessidade de investimento articulado em gestão de resíduos.
Em relação a eventos hidrológicos, o município registrou 10 ocorrências de seca em 2016 (percentil 86 estadual), sinalizando vulnerabilidade hídrica que agrava o quadro de baixa cobertura de água tratada. Não há registros de cheias no mesmo ano. Em síntese, Caraíbas enfrenta desafios estruturais expressivos em abastecimento de água e gestão de resíduos sólidos, com indicadores muito aquém dos padrões nacionais, ao mes
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
29.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
50.0%
2015
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
48.5%
2015
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
18.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
30.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
66.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-14.925 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.504 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
24.506 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
10
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
