CarambeíPR

24.159 habitantes · IBGE 4104659

IA

Resumo socioambiental

Carambeí/PR apresenta saneamento básico consolidado e acima dos padrões nacionais, mas enfrenta um desafio ambiental significativo relacionado às emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 98,4% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e o próprio estado do Paraná (96,1%), colocando o município no percentil 84. A coleta de esgoto alcançou 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional), e o tratamento chegou a 84,2% em 2022, valor mais que o dobro da mediana brasileira (37,7%) e superior à média estadual (78,7%). Essa combinação de coleta plena com tratamento elevado indica um sistema de saneamento eficiente, embora a perda de água na distribuição ainda seja de 27,9% em 2022, com tendência de alta desde 2010 (quando era 18,0%), sinalizando necessidade de investimento em infraestrutura de redes.

Do lado dos resíduos sólidos, o quadro é positivo: o destino inadequado de domicílios caiu de 8,8% (2010) para 1,6% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (5,6%). Contudo, esse resultado contrasta com o crescimento expressivo das emissões de resíduos, que saltaram 134,1% entre 2010 e 2024, atingindo 37.195 tCO₂e — quase seis vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 91. Essa aparente contradição sugere que, apesar da destinação formal adequada, o processamento dos resíduos (provavelmente aterro ou decomposição) gera impacto climático relevante, mercendo atenção para tecnologias de mitigação, como captura de metano.

O balanço energético e climático é o ponto mais crítico do município: as emissões totais de GEE somaram 518.354 tCO₂e em 2024, alta de 43,6% desde 2010, com o setor de energia contribuindo com 263.433 tCO₂e (percentil 92 nacional) e mostrando crescimento de 40,1% no período. Em contrapartida, a capacidade de geração renovável estagnou: a potência solar permanece em 260 kW desde 2022 (percentil 22, abaixo da mediana nacional de 908 kW) e a biomassa mantém-se em 5 MW há mais de uma década, sem expansão. Essa combinação de emissões crescentes com estagnação em fontes limpas indica um descompasso entre o desenvolvimento econômico-industrial do município e sua transição energética, sendo prioritário para gestores públicos avaliar incentivos à geração distribuída e eficiência energética, complementando os avanços já consolidados em saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.3%

2024

62
4.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

80.5%

2024

70
42.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

86.5%

2024

90
23.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.8%

2024

71
21.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

86.5%

2022

69
5.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.6%

2022

90
81.6% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2012

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

5 MW

SolarBiomassa

Potência solar

ANEEL (SIGA)

260 kW

2024

22
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

260 kW

2024

22
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

518.354 tCO₂e

2024

19
43.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

37.195 tCO₂e

2024

9
134.1% no período

Emissões de energia

SEEG

263.433 tCO₂e

2024

8
40.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.