CaranaíbaMG
2.960 habitantes · IBGE 3113107
Resumo socioambiental
Caranaíba apresenta um quadro de saneamento básico em melhoria acelerada, mas ainda com lacunas estruturais relevantes. A cobertura de água atingiu 80,1% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima do valor do estado (84,3%), embora tenha recuado -19,7% frente ao pico de 2016. A coleta de esgoto saltou para 83,9% em 2021 (+98,8% na série), superando levemente a UF, porém o dado mais crítico é a ausência total de tratamento de esgoto: 0,0% desde 2016, muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e do estado (44,5%), posicionando o município no percentil 25. Ou seja, o esgoto é coletado, mas devolvido ao ambiente sem tratamento, o que representa um risco sanitário e ambiental relevante mesmo com boa cobertura de coleta.
Pelo lado dos domicílios, o Censo mostra avanço mais modesto: apenas 62,3% têm coleta de resíduos em 2022 (percentil 28), enquanto 37,7% ainda têm destino inadequado — bem acima da mediana nacional (14,9%) e do estado (7,4%), colocando o município no percentil 83, entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna de gestão de resíduos sólidos se reflete nas emissões: as emissões de resíduos cresceram +39,1% desde 2010, chegando a 2.329 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
O perfil de emissões totais de GEE é baixo em termos absolutos — 42.429 tCO₂e em 2024, no percentil 17 nacional — mas com trajetória instável e alta volatilidade (variação de +120,5% desde 2010, com picos em 2017 e 2020). As emissões de energia caíram -31,7%, para 699 tCO₂e, situando o município no percentil 2, indicativo de baixíssima intensidade energética. A perda de água, por sua vez, é um ponto positivo: 10,5% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), sugerindo gestão eficiente da rede de abastecimento, o que contrasta com a fragilidade observada no tratamento de esgoto e na destinação de resíduos.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (ambos zero em 2016), mas a defasagem temporal desses dados limita conclusões sobre risco hidroclimático recente. Em síntese, Caranaíba avançou significativamente na cobertura de água e esgoto, mas a ausência de tratamento de esgoto e a alta proporção de destino inadequado de resíduos domiciliares são as prioridades mais urgentes para reduzir riscos ambientais e sanitários, especialmente diante do crescimento das emissões associadas a resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.1%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
83.9%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
10.5%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
37.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
42.429 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.329 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
699 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
