CarapebusRJ
14.325 habitantes · IBGE 3300936
Resumo socioambiental
Carapebus/RJ apresenta um quadro socioambiental marcado por forte fragilidade no abastecimento de água e sinais de deterioração na gestão dos serviços de saneamento, contrastando com um desempenho de destaque no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu apenas 24,0% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média fluminense (89,1%), posicionando o município no percentil 4 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A série histórica mostra queda acumulada de -35,6% desde 2008, com oscilações que indicam instabilidade na operação do sistema. Paralelamente, a perda de água subiu para 42,1% em 2022, alta de +174,2% desde 2008, superando a mediana nacional (29,9%) e ficando próxima do patamar estadual (48,6%, percentil 75) — um sinal de ineficiência operacional que pressiona ainda mais a já baixa cobertura.
Na coleta de esgoto, o município recuou para 79,2% em 2021, após manter 100% entre 2016 e 2019, uma queda de -16,5% que merece atenção dos gestores. Ainda assim, o indicador supera a média estadual (72,7%) e fica próximo da mediana nacional (87,8%, percentil 42). Já o tratamento de esgoto mantém-se em 100,0% desde 2010, posicionando Carapebus no percentil 100 nacional — desempenho excepcional frente à mediana do país (37,7%) e do estado (56,6%). Essa capacidade de tratamento, no entanto, não impede que as emissões de resíduos sigam em trajetória ascendente: 22.902 tCO₂e em 2024 (+31,1% desde 2010), valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando o município no percentil 85 — um indício de que o volume de resíduos gerados, e não a eficiência do tratamento, é o principal fator de pressão nesse eixo.
No campo domiciliar, o percentual de domicílios com coleta de lixo é de 85,8% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (84,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 7,7%, redução de -39,5% desde 2010 — trajetória positiva, embora ainda distante do patamar estadual (2,0%). As emissões totais de GEE somaram 101.661 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 41), mas o destaque negativo está nas emissões de energia, que saltaram +252,2% desde 2010, atingindo 18.166 tCO₂e — crescimento expressivo que, combinado ao aumento das emissões de resíduos, sugere necessidade de políticas municipais voltadas à eficiência energética e à gestão de resíduos, complementando os investimentos já bem-sucedidos em tratamento de esgoto.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
37.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
15.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
40.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
25.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
85.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
7.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
101.661 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
22.902 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
18.166 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
