CaratingaMG
90.687 habitantes · IBGE 3113404
Resumo socioambiental
Caratinga apresenta um quadro de saneamento em recuperação parcial, mas ainda abaixo dos padrões nacionais em cobertura de rede. A cobertura de água atingiu 78,6% em 2022, com percentil 53 (mediana nacional 76,5%, MG 84,3%), após anos de patamar mais baixo — houve queda acentuada entre 2014 e 2015 (de 82,7% para 73,1%) e recuperação recente. A coleta de esgoto chegou a 72,9% em 2021 (percentil 39, abaixo da mediana nacional de 87,8% e da média mineira de 85,0%), também após forte retração em 2015. Já o tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva, saindo de praticamente 0% até 2017 para 61,7% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e a média de MG (44,5%), com percentil 64 — indicando investimento recente em estações de tratamento, ainda que o município conte com apenas 1 ETE registrada (2020), no limite da mediana nacional.
A perda de água na distribuição caiu para 21,7% em 2022, redução de 29,1% frente à série histórica, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (35,0%) — um resultado positivo que sugere ganhos operacionais na rede. Por outro lado, os indicadores domiciliares do Censo mostram deterioração relativa: a cobertura de coleta de resíduos por domicílio caiu de 84,3% (2010) para 65,3% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil estadual (86,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído para 11,1%, ainda supera a média mineira (7,4%). Essa distância entre a melhoria no tratamento de esgoto e a piora na cobertura de coleta domiciliar sugere descompasso entre investimentos em infraestrutura de saneamento básico e a gestão de resíduos sólidos urbanos.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 455.053 tCO₂e em 2024, com queda de 17,6% frente ao início da série, mas ainead assim no percentil 78 nacional — acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 41.352 tCO₂e, cresceram 4,8% na série e situam o município no percentil 92 nacional, reforçando a relação entre a baixa cobertura de coleta domiciliar e o peso do setor de resíduos na matriz de emissões locais. As emissões de energia também cresceram 22,6%, atingindo 180.077 tCO₂e (percentil 88), indicando pressão adicional sobre o balanço de carbono do município.
Na matriz energética renovável, Caratinga mantém potência solar estagnada em 30 kW desde 2020 (percentil 6, muito abaixo da mediana nacional de 908 kW), enquanto a geração hidráulica se destaca com 21 MW (percentil 64) e a biomassa cresceu 78,9%, alcançando 653 kW, ainda distante da mediana nacional (5 MW). Do ponto de vista hidrológico, o município registrou 2 ocorrências de cheia em 2016 (percentil 87), sem registros de seca no mesmo ano, sinalizando maior vulnerabilidade a eventos de cheia do que à escassez hídrica
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
76.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
64.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
52.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
21.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
65.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
22 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
30 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
21 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
30 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
455.053 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
41.352 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
180.077 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
