CarazinhoRS
63.638 habitantes · IBGE 4304705
Resumo socioambiental
Carazinho apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento de água e esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 96,3% em 2024, patamar muito superior à mediana nacional (73,2%) e à média do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 88 do país. Entretanto, a perda de água no sistema de distribuição chegou a 52,8% em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e bem acima da média gaúcha (39,4%), indicando ineficiência operacional relevante que compromete a sustentabilidade do bom índice de cobertura.
O esgotamento sanitário é o ponto crítico do município: a coleta de esgoto alcança apenas 5,4% e o tratamento 3,5% em 2024, valores drasticamente inferiores às medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e também abaixo das médias estaduais. Isso coloca Carazinho nos percentis 5 e 28 nacionais, evidenciando defasagem estrutural grave nesse eixo. Chama atenção a queda abrupta de domicílios com coleta de resíduos, de 97,4% em 2010 para 46,1% em 2022 (variação de -52,7%), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (82,7%), embora o destino inadequado de domicílios seja baixo (1,0% em 2022), sinalizando possível mudança na forma de disposição mais do que abandono do serviço.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 463.168 tCO₂e em 2024, com alta de 36,6% desde 2010, situando o município no percentil 79 nacional. O setor de energia é o principal responsável, com 358.785 tCO₂e (+53,3% no período) e percentil 94, refletindo forte dependência de fontes emissoras, enquanto a capacidade instalada de energias renováveis permanece estagnada desde 2015 (720 kW em biomassa e 450 kW em solar), abaixo das medianas nacionais. As emissões de resíduos, de 25.983 tCO₂e (percentil 87), crescem de forma consistente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto, reforçando a relação entre deficiência de infraestrutura sanitária e pressão ambiental.
Em síntese, Carazinho combina excelência relativa no abastecimento de água com deficiências estruturais graves em esgotamento sanitário e gestão de resíduos, além de trajetória crescente de emissões sem correspondente expansão de energias renováveis. A prioridade de investimento deveria mirar a ampliação do tratamento de esgoto e a redução de perdas na rede de água, dado o potencial de impacto simultâneo em saúde pública, eficiência hídrica e mitigação de emissões associadas a resíduos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
5.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
3.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
52.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
46.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
450 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
450 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
463.168 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
25.983 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
358.785 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
