Cardoso MoreiraRJ

13.403 habitantes · IBGE 3301157

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Resumo socioambiental

Cardoso Moreira/RJ apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 73,5% em 2024, patamar próximo à mediana nacional (73,2%) mas bem abaixo da média fluminense (90,6%). Já a coleta de esgoto estagnou em 21,3% desde 2019 (dado mais recente disponível), muito aquém da mediana nacional (59,9%) e do estado (64,7%), e o tratamento de esgoto é ainda mais crítico, com apenas 14,7%, também distante da mediana do país (33,3%) e do Rio de Janeiro (52,9%). Esse gargalo de tratamento ajuda a explicar a pressão sobre as emissões de resíduos, que cresceram +14,3% entre 2010 e 2024, chegando a 11.584 tCO₂e — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 70, indicando que a gestão de efluentes e resíduos sólidos permanece como ponto crítico do município.

A perda de água na distribuição é outro indicador alarmante: 57,5% em 2024, com salto de +54,5% desde 2010, situando o município no percentil 88 nacional — bem acima da mediana do país (29,1%) e do estado (39,8%). Esse desperdício expressivo compromete a eficiência do sistema justamente no momento em que a cobertura de água vem se ampliando, sugerindo que os investimentos em expansão da rede não foram acompanhados de manutenção adequada da infraestrutura existente.

Em contrapartida, houve avanço na destinação de resíduos domiciliares: o percentual de destino inadequado caiu de 22,2% (2010) para 10,3% (2022), redução de -53,7%, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do padrão estadual (2,0%). A cobertura de coleta domiciliar, no entanto, recuou levemente para 74,7% (-4,0% desde 2010), ficando próxima da mediana nacional (76,9%) mas abaixo da média do RJ (84,0%).

Quanto às emissões totais de GEE, o município registrou queda de -25,5% entre 2010 e 2024, totalizando 167.847 tCO₂e, ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram fortemente no período (+70,5%), embora tenham recuado nos últimos anos, e permanecem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Do ponto de vista climático extremo, o único registro disponível (2016) aponta 7 ocorrências de cheia, no percentil 99 nacional, evidenciando vulnerabilidade a eventos hidrológicos que reforça a urgência de qualificar a infraestrutura de saneamento e drenagem do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.5%

2024

50
26.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

21.3%

2019

3.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

14.7%

2019

0.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

57.5%

2024

12
54.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.7%

2022

46
4.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.3%

2022

60
53.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

167.847 tCO₂e

2024

45
25.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.584 tCO₂e

2024

30
14.3% no período

Emissões de energia

SEEG

13.047 tCO₂e

2024

58
70.5% no período

Registros de cheia

ANA

7

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.