CardosoSP

11.491 habitantes · IBGE 3510708

IA

Resumo socioambiental

Cardoso/SP apresenta saneamento básico em patamar avançado e superior à média nacional. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, com percentil 100 no ranking nacional (mediana de 87,8%), e o tratamento de esgoto também chegou a 100,0% em 2022, muito acima da mediana brasileira de 37,7% e da própria UF (69,6%). Essa universalização do tratamento é coerente com a queda de 45,4% no indicador de destino inadequado de domicílios, que caiu para 3,1% em 2022 — ainda acima do valor de referência do estado (1,0%), mas bem abaixo da mediana nacional (14,9%).

O abastecimento de água, embora historicamente próximo à universalização, recuou para 93,9% em 2022, uma queda de 4,6% em relação ao pico de 100% mantido entre 2018 e 2021. Mesmo assim, o município permanece no percentil 76 nacional, superando a mediana do país (76,5%) e ficando próximo da média estadual (95,2%). A perda de água na distribuição, de 12,4% em 2022, é significativamente menor que a mediana nacional (29,9%) e a da UF (32,1%), posicionando o município no percentil 10 (favorável), embora a série mostre oscilação relevante ao longo dos anos, sem tendência de melhoria contínua.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 206.015 tCO₂e em 2024, com queda de 6,1% em relação a 2010, resultado puxado principalmente pela redução de 34,3% nas emissões de energia (para 11.759 tCO₂e). Já as emissões de resíduos mostraram-se praticamente estáveis, em 7.193 tCO₂e (-2,3%), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que, apesar do avanço no tratamento de esgoto, a gestão de resíduos sólidos ainda não converteu ganhos de saneamento em redução proporcional de emissões desse setor.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mesmo com incidência positiva desses eventos na UF (235 registros de cheia e 59 de seca), o que pode refletir tanto ausência de ocorrências quanto limitações de monitoramento local. Em síntese, Cardoso apresenta desempenho socioambiental consolidado em esgotamento sanitário, com espaço para atenção ao abastecimento de água (leve recuo recente) e à estabilização das emissões de resíduos, mantendo-se globalmente em posição favorável frente aos indicadores nacionais e estaduais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
3.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
11.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

68.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

13.8%

2024

89
25.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.7%

2022

84
1.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.1%

2022

83
45.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

206.015 tCO₂e

2024

39
6.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.193 tCO₂e

2024

44
2.3% no período

Emissões de energia

SEEG

11.759 tCO₂e

2024

61
34.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.