CariacicaES

375.485 habitantes · IBGE 3201308

IA

Resumo socioambiental

Cariacica apresenta quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento de água e esgotamento sanitário. A cobertura de água chegou a 84,7% em 2022, com queda de 13,8% desde 2008 — quando superava 98% — mas ainda acima da mediana nacional (76,5%) e próxima à média capixaba (83,5%), posicionando o município no percentil 62. Já a coleta de esgoto, embora tenha crescido expressivamente (+165,7% desde 2007), atinge apenas 39,6% em 2021, muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e também inferior à média do Espírito Santo (69,8%), classificando o município no percentil 21 — um dos pontos mais críticos do dossiê. O tratamento de esgoto segue padrão semelhante, com 23,7% em 2022, abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,6%), apesar de o município contar com 9 ETEs (2020), número que o coloca no percentil 98 nacional, sugerindo problema de eficiência ou subutilização da infraestrutura instalada.

Um avanço relevante foi a redução da perda de água na distribuição, que caiu de patamares acima de 55% (2016-2019) para 25,0% em 2022, ficando levemente abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,0%). Esse ganho operacional, no entanto, não se refletiu proporcionalmente na universalização da coleta de esgoto, indicando descompasso entre investimentos em água e em esgotamento sanitário. Em relação a resíduos sólidos, o cenário é positivo: 92,3% dos domicílios têm coleta (2022), e o destino inadequado caiu para 1,7%, ante mediana nacional de 14,9% — colocando Cariacica entre os melhores municípios do país nesse quesito (percentil 10, onde menor é melhor).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 1.993.645 tCO₂e em 2024, com alta de 12,4% frente a 2010, situando o município no percentil 95 nacional — reflexo direto do setor de energia, responsável por 568.920 tCO₂e (percentil 96), o maior componente das emissões locais. Em contrapartida, as emissões de resíduos são negativas (-61.538 tCO₂e em 2024), indicando captura líquida de carbono no setor, coerente com a boa gestão de destinação de resíduos observada nos indicadores do IBGE. A geração solar, contudo, estagnou em 841 kW desde 2023, abaixo da mediana nacional (908 kW), sinalizando espaço para expansão de fontes renováveis que poderia mitigar o peso das emissões energéticas. Por fim, o registro de 3 eventos de cheia em 2016 (percentil 93) reforça a necessidade de atenção à infraestrutura de drenagem, tema que dialoga diretamente com as limitações do esgotamento sanitário ainda não universalizado no município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.0%

2024

61
16.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

43.6%

2024

35
140.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

38.0%

2024

53
156.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

9

2020

98
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.6%

2024

62
48.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.3%

2022

83
1.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.7%

2022

90
71.2% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

4

2025

97
20.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

841 kW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

841 kW

2024

48
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

841 kW

2024

48
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.993.645 tCO₂e

2024

5
12.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

-61.538 tCO₂e

2024

100
135.9% no período

Emissões de energia

SEEG

568.920 tCO₂e

2024

4
5.3% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.