CariréCE

18.075 habitantes · IBGE 2303105

IA

Resumo socioambiental

O saneamento básico de Cariré apresenta um quadro heterogêneo, com avanço expressivo no abastecimento de água, mas defasagem crítica no esgotamento sanitário. A cobertura de água saltou de 28,5% em 2021 para 96,3% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e o percentil 80, indicando forte investimento recente em infraestrutura hídrica. Em contraste, a coleta de esgoto é de apenas 22,7% (2021) — bem abaixo da mediana nacional de 87,8% e mesmo da média estadual de 40,3% (percentil 13) —, e o tratamento de esgoto atinge só 13,7% (2022), também aquém da mediana do país (37,7%). Essa lacuna se reflete nos dados do Censo: apenas 49,9% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média cearense (77,1%), embora o destino inadequado de resíduos tenha caído de 48,3% para 21,5% entre 2010 e 2022, sugerindo melhora ainda insuficiente frente à mediana nacional de 14,9%.

A perda de água na distribuição, de 24,1% (2022), representa queda relevante frente aos 40,9% de 2021 e hoje está abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (38,5%), o que é positivo e coerente com a expansão da cobertura de abastecimento observada no mesmo ano — possivelmente fruto de modernização da rede que acompanhou a universalização do serviço.

No eixo climático, as emissões totais de GEE do município cresceram 59,5% entre 2010 e 2024, atingindo 216.489 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 62). As emissões de resíduos aumentaram 91,2% no período, chegando a 11.215 tCO₂e (2024), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 71) — trajetória compatível com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos, que tende a gerar decomposição não controlada. As emissões de energia, embora tenham crescido 67,8%, permanecem abaixo da mediana nacional (15.031 vs. 18.929 tCO₂e, percentil 45).

Quanto a riscos hídricos, o município registrou 1 evento de cheia e 16 registros de seca em 2016, com forte percentil nacional para seca (96), evidenciando vulnerabilidade à estiagem. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,0, inferior à mediana nacional (4,0) e à média estadual (2,65), no percentil 14 — sinal de alerta que reforça a necessidade de integrar investimentos em esgotamento sanitário, gestão de resíduos e resiliência hídrica para sustentar os ganhos recentes em abastecimento de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.6%

2024

70
239.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

13.1%

2024

11
5.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

10.8%

2024

34

Perda de água

SNIS/SINISA

18.3%

2024

80
43.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

49.9%

2022

15
3.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.5%

2022

38
55.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

216.489 tCO₂e

2024

38
59.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.215 tCO₂e

2024

31
91.2% no período

Emissões de energia

SEEG

15.031 tCO₂e

2024

55
67.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

16

2016

4
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.