Cariri do TocantinsTO

4.147 habitantes · IBGE 1703867

IA

Resumo socioambiental

Cariri do Tocantins apresenta quadro de saneamento básico frágil e em deterioração. A cobertura de água atingiu 53,8% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média do Tocantins (84,2%), posicionando o município no percentil 24 do país. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 51,1% em 2024 — alta de 63,4% em relação ao ano anterior —, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a estadual (30,8%) e colocando o município no percentil 84 (pior extremo). Esse indicador sugere ineficiência operacional crescente no sistema de abastecimento, o que compromete a própria cobertura e pode explicar parte da estagnação observada na série histórica desde 2010.

No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar evoluiu de 59,0% (2010) para 70,9% (2022), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (79,1%), no percentil 41. O destino inadequado de resíduos, embora tenha caído significativamente (de 41,0% para 25,9% entre 2010 e 2022, redução de 36,8%), permanece quase o dobro da mediana nacional (14,9%), no percentil 68 — indicando que, apesar da melhora, o município ainda destina parcela expressiva dos resíduos de forma inadequada. Coerentemente, as emissões de resíduos são baixas em termos absolutos (1.869 tCO₂e em 2024, percentil 10), refletindo mais o pequeno porte populacional do que eficiência plena do sistema.

O maior destaque negativo está nas emissões totais de GEE, que somaram 573.604 tCO₂e em 2024, valor 27,3% acima de 2010 e muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 82. O setor de energia é o principal motor desse crescimento, com emissões que quase triplicaram desde 2010 (de 149.035 para 282.048 tCO₂e, alta de 89,2%), atingindo o percentil 92 nacional — um resultado expressivo para um município de apenas ~4.147 habitantes, sugerindo forte peso de atividades intensivas em energia no território.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, últimos dados disponíveis na série ANA, o que limita a análise de riscos hidroclimáticos recentes. Em síntese, o município enfrenta desafios estruturais simultâneos: baixa cobertura e alta perda de água comprometem a eficiência do saneamento, enquanto o crescimento acelerado das emissões de energia contrasta com o pequeno porte populacional, indicando a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura hídrica e monitoramento da matriz energética local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

53.8%

2024

24
1.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

51.1%

2024

16
63.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.9%

2022

41
20.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

25.9%

2022

32
36.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

573.604 tCO₂e

2024

18
27.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.869 tCO₂e

2024

90
4.4% no período

Emissões de energia

SEEG

282.048 tCO₂e

2024

8
89.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.