Carlos GomesRS

1.387 habitantes · IBGE 4304853

IA

Resumo socioambiental

Carlos Gomes/RS apresenta quadro socioambiental misto, com forte avanço no abastecimento de água contrastando com déficit crítico em esgotamento sanitário. A cobertura de água saltou de 48,8% em 2023 para 99,6% em 2024, posicionando o município no percentil 94 nacional, muito acima da mediana do Brasil (73,2%) e da média do Rio Grande do Sul (86,2%). A perda de água, de 7,5% em 2024, também é bastante inferior à mediana nacional (29,1%) e à do estado (39,4%), indicando gestão eficiente da rede, embora tenha havido oscilação relevante em 2023 (16,3%).

O saneamento básico, contudo, revela fragilidade estrutural. Apenas 38,4% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), e 60,8% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos — quadro que coloca o município no percentil 97 (entre os piores do país) nesse indicador. Ainda que tenha havido melhora desde 2010 (redução de 10,4% no indicador de destino inadequado), o descompasso entre água tratada e esgoto coletado é preocupante, pois pode gerar contaminação de mananciais e elevação de doenças de veiculação hídrica.

Do ponto de vista climático, o município tem desempenho comparativamente positivo. As emissões totais de GEE caíram 36,5% entre 2023 e 2024, atingindo 29.362 tCO₂e, valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Carlos Gomes no percentil 11 (baixa emissão relativa). As emissões de energia caíram drasticamente (-83,1% em 2024), reforçando essa tendência. Por outro lado, as emissões de resíduos cresceram 45,7% desde 2010 (de 580 para 844 tCO₂e), movimento coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e o consequente acúmulo de resíduos mal gerenciados — ainda que o valor absoluto permaneça baixo frente ao Brasil (percentil 1).

Os dados hidrológicos disponíveis (2016) mostram ausência de registros de cheia, mas 4 ocorrências de seca observada, indicador que merece monitoramento contínuo diante de possíveis impactos na disponibilidade hídrica futura. Em síntese, o município demonstra gestão eficiente do abastecimento de água e baixo perfil de emissões, mas o saneamento básico representa a principal lacuna a ser priorizada por gestores, dado seu potencial de comprometer tanto a saúde pública quanto os ganhos ambientais já conquistados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.6%

2024

94
97.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

7.5%

2024

96

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

38.4%

2022

7
19.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

60.8%

2022

3
10.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

29.362 tCO₂e

2024

89
36.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

844 tCO₂e

2024

99
45.7% no período

Emissões de energia

SEEG

280 tCO₂e

2024

99
83.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.