Carmo do ParanaíbaMG

29.899 habitantes · IBGE 3114303

IA

Resumo socioambiental

Carmo do Paranaíba/MG apresenta quadro saneamento misto, com avanço notável no tratamento de esgoto e estagnação na cobertura de água. O tratamento de esgoto atingiu 74,0% em 2022, bem acima da mediana nacional (37,7%) e da média mineira (44,5%), posicionando o município no percentil 72 — resultado de um salto expressivo desde 2017, quando o índice era nulo. Em contrapartida, a cobertura de água caiu para 78,6% em 2022 (variação de -1,7% no período), ainda distante do patamar de 84,8% observado entre 2010 e 2014, embora próxima da mediana nacional (76,5%). A perda de água, de 22,8%, é inferior à mediana do país (29,9%) e à média de Minas Gerais (35,0%), indicando gestão relativamente eficiente da rede, apesar da oscilação anual.

A coleta de esgoto (88,2% em 2021) está em linha com a mediana nacional (87,8%), mas revela retração de -11,8% frente ao patamar de 100% mantido até 2014, sugerindo que a expansão urbana não foi acompanhada por igual expansão da rede coletora. O município conta com apenas 1 ETE (2020), no mesmo nível da mediana brasileira, mas muito aquém das 399 unidades médias do estado — um contraste que evidencia a baixa capilaridade da infraestrutura mineira frente à concentração observada em poucos municípios. No âmbito de resíduos, o destino inadequado caiu para 10,0% dos domicílios em 2022 (queda de 34,3% desde 2010), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda superior à média estadual (7,4%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 488.708 tCO₂e em 2024, com leve recuo de -1,2% no último ano, mas ainda situando o município no percentil 80 nacional — reflexo do perfil agropecuário da região. As emissões de energia caíram 35,5% frente a 2010, mas voltaram a crescer desde 2020, atingindo 73.850 tCO₂e (percentil 77). Já as emissões de resíduos cresceram 20,1% na década, chegando a 23.594 tCO₂e (percentil 86), tendência que contrasta com a melhoria da destinação domiciliar e sugere que o crescimento de volume gerado supera os ganhos de eficiência na gestão de resíduos sólidos.

Em síntese, Carmo do Paranaíba avançou significativamente no tratamento de esgoto e no controle de perdas de água, superando referências nacionais e estaduais nesses quesitos, mas enfrenta desafios na expansão da cobertura de água e da coleta de esgoto, além de pressão crescente das emissões de resíduos e energia sobre o balanço climático municipal. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, o que limita a avaliação de riscos hidrológicos recentes, mas não deve ser interpretado como ausência de vulnerabilidade dada a defasagem da série.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.6%

2022

53
1.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

88.2%

2021

50
11.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

74.0%

2022

72

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.8%

2022

69
9.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.7%

2022

63
1.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.0%

2022

61
34.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2020

100.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

488.708 tCO₂e

2024

20
1.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

23.594 tCO₂e

2024

14
20.1% no período

Emissões de energia

SEEG

73.850 tCO₂e

2024

23
35.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.