Carmo do Rio ClaroMG

21.464 habitantes · IBGE 3114402

IA

Resumo socioambiental

Carmo do Rio Claro apresenta em 2024 uma cobertura de água de 67,8%, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 42 do país. A coleta de esgoto, de 65,5%, supera a mediana brasileira (59,9%), mas representa forte recuo frente aos 92,1% registrados em 2021 — uma queda de 34,5% no período, possivelmente associada a mudanças metodológicas ou na base de atendimento informada ao SNIS. Já o tratamento de esgoto, em 75,8%, é um ponto positivo relevante, muito acima da mediana nacional (33,3%) e da UF (44,6%), colocando o município no percentil 82 nacional. Essa combinação — queda na coleta com tratamento elevado e estável desde 2018 — sugere que o desafio atual está mais na expansão da rede coletora do que na capacidade de tratamento instalada, ainda operada por apenas 1 ETE (2020).

A perda de água de 21,8% (2024) vem em trajetória de piora desde 2020 (16,3%), embora ainda esteja melhor que a mediana nacional (29,1%) e a mineira (35,8%), plotando o município no percentil 29 (quanto menor, melhor posicionado). Do lado social, os dados do Censo 2022 mostram avanço: domicílios com coleta de resíduos em 81,3% (acima da mediana nacional de 76,9%) e destino inadequado de resíduos reduzido a 4,7%, bem abaixo da mediana brasileira (14,9%) e da própria UF (7,4%), refletindo melhoria consistente desde 2010 (10,8%).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 408.104 tCO₂e em 2024, um salto de 18,5% em relação a 2023 e quase o triplo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 77. As emissões de energia mais que dobraram desde 2010 (+110,6%), atingindo 62.832 tCO₂e, enquanto as emissões de resíduos cresceram 37,4% no mesmo intervalo, chegando a 15.519 tCO₂e — mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e). O crescimento simultâneo das emissões de resíduos e a recente queda na coleta de esgoto indicam pressão ambiental crescente, sem correspondência em não conformidades climáticas registradas (nenhum evento de cheia ou seca reportado em 2016, ainda que a série esteja desatualizada).

Em síntese, o município tem avanços consolidados no saneamento social (baixo descarte inadequado, tratamento de esgoto acima da média) e na gestão de perdas hídricas relativa ao cenário estadual, mas enfrenta retrocesso recente na cobertura de coleta de esgoto e pressão crescente sobre as emissões de GEE, sobretudo nos setores de energia e resíduos, que merecem atenção prioritária dos gestores locais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.8%

2024

42
3.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

65.5%

2024

55
34.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

75.8%

2024

82

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.8%

2024

71
24.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.3%

2022

58
8.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.7%

2022

77
56.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

408.104 tCO₂e

2024

23
18.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.519 tCO₂e

2024

22
37.4% no período

Emissões de energia

SEEG

62.832 tCO₂e

2024

26
110.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.