CarmoRJ
17.740 habitantes · IBGE 3301207
Resumo socioambiental
Carmo/RJ apresenta em 2024 cobertura de água de 79,0%, acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo do patamar estadual (90,6%), posicionando o município no percentil 58. Chama atenção, porém, a trajetória recente: a cobertura caiu de 99,7% em 2012 para os atuais 79,0%, um recuo de -20,8%, indicando deterioração da universalização do serviço. Esse quadro é agravado pela perda de água, que atingiu 48,6% em 2024 (percentil 82, pior que 82% dos municípios), com alta de +17,4% desde 2012 — ou seja, quase metade da água tratada não chega ao consumidor, sinalizando ineficiência operacional crescente na rede de abastecimento.
Na gestão de resíduos sólidos, o município tem desempenho comparativamente bom: 92,4% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 83) e apenas 1,5% com destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo ao patamar do estado (2,0%), com forte queda de -73,0% desde 2010. Contudo, essa boa cobertura de coleta contrasta com o aumento das emissões de resíduos (15.298 tCO₂e em 2024, +19,7% desde 2010, percentil 78), sugerindo que o crescimento do volume gerado e/ou o tratamento em aterros não vem sendo acompanhado por medidas de mitigação de metano, mesmo com a coleta formal bem estruturada.
O perfil de emissões de GEE do município totalizou 113.527 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 44), mas com tendência recente de alta (+16,5% em relação a 2010) puxada principalmente pelo setor de energia, que saltou de 13.633 tCO₂e (2010) para 22.915 tCO₂e (2024), variação de +68,1% e percentil 54. A capacidade hidráulica instalada é significativa (97 MW, percentil 84), reforçando a relevância do setor energético na matriz local de emissões.
Do ponto de vista de eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) aponta 3 ocorrências de cheia, acima da mediana nacional (0) e no percentil 93, indicando histórica vulnerabilidade a inundações, sem registros de seca no mesmo ano. Em síntese, Carmo/RJ combina uma gestão de resíduos relativamente eficiente com desafios crescentes em saneamento hídrico — sobretudo perdas na distribuição de água — e em emissões energéticas, que merecem atenção prioritária dos gestores locais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
79.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
48.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
97 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
97 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
113.527 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
15.298 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
22.915 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
