Carmópolis de MinasMG
18.498 habitantes · IBGE 3114501
Resumo socioambiental
Carmópolis de Minas apresenta situação favorável em saneamento básico, mas evolução preocupante em emissões de gases de efeito estufa. Em 2024, a cobertura de água atingiu 100,0%, no percentil 100 nacional e bem acima da mediana do Brasil (73,2%) e de Minas Gerais (83,3%). A coleta de esgoto também é robusta, com 89,1% em 2024 — acima da mediana nacional (59,9%) e da média estadual (78,2%) —, embora represente queda de 10,9% frente a patamares históricos de quase 100% mantidos entre 2009 e 2021. O tratamento de esgoto, em 61,2%, supera com folga a mediana nacional (33,3%) e estadual (44,6%), mas a série mostra oscilação relevante, sem tendência de consolidação, sustentada por apenas 1 ETE no município.
A perda de água na distribuição, de 24,7% em 2024, é inferior à mediana nacional (29,1%) e à média de MG (35,8%), o que é positivo, mas a série recente revela deterioração acentuada: o indicador saltou de 20,6% em 2020 para picos de 33,8% (2022) e 35,3% (2023) antes de recuar em 2024. Essa instabilidade coincide com a queda abrupta e recuperação da coleta e do tratamento de esgoto no mesmo período, sugerindo possível fragilidade operacional ou de gestão do sistema de saneamento local. Do lado social, o percentual de domicílios com coleta de resíduos caiu para 82,1% em 2022 (variação de -5,8%), enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares recuou para 8,3%, ainda acima do índice estadual (7,4%), indicando espaço de melhoria na gestão de resíduos sólidos, hoje concentrada em apenas 1 unidade de destinação.
O indicador mais crítico do município é a trajetória de emissões de GEE, que atingiu 284.490 tCO₂e em 2024, alta de 87,9% desde 2010 e bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 69. O setor de energia é o principal responsável por esse crescimento, com 121.582 tCO₂e (+50,4% na década, percentil 84), enquanto as emissões de resíduos somam 10.879 tCO₂e (+23,1%), também acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — coerente com a fragilidade ainda observada na gestão de resíduos sólidos. Chama atenção o descompasso entre a matriz energética limitada (apenas 788 kW de potência hidráulica instalada, estável desde 2011) e o forte crescimento das emissões do setor de energia, o que sugere dependência de fontes mais poluentes ou aumento do consumo sem expansão proporcional de geração local limpa.
Em síntese, Carmópolis de Minas destaca-se positivamente em cobertura de água e esgoto frente aos parâmetros nacionais e estaduais, mas enfrenta desafios de estabilidade operacional no saneamento e, sobretudo, uma trajetória ascendente de emissões — especialmente de energia — que demanda atenção prioritária dos gestores locais para reverter a tendência observada na última década.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
89.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
61.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
82.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
788 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
788 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
284.490 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.879 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
121.582 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
