Carnaúba dos DantasRN

8.267 habitantes · IBGE 2402402

IA

Resumo socioambiental

Carnaúba dos Dantas apresenta um quadro sanitário misto em relação aos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 76,3% em 2022, praticamente na mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média do Rio Grande do Norte (79,8%), após recuo frente ao pico de 83,6% registrado em 2021. A perda de água na distribuição, de 36,5% (2022), é superior à mediana nacional (29,9%), embora inferior à média estadual (46,1%); chama atenção a deterioração recente, já que o índice era de apenas 18,2% em 2019, sugerindo problemas de manutenção ou de medição na rede que merecem investigação prioritária, dado o desperdício de um recurso escasso em contexto semiárido.

No saneamento, a coleta de esgoto (76,8% em 2019) fica abaixo da mediana nacional (87,8%), mas bem acima da média do RN (42,3%), indicando desempenho municipal relativamente positivo frente ao cenário estadual. O ponto mais crítico é o tratamento de esgoto, de apenas 3,8% (2019), muito distante da mediana nacional (37,7%) e da média estadual (34,3%). Essa lacuna entre coleta e tratamento significa que a maior parte do esgoto coletado é despejada sem tratamento adequado, o que pode explicar, ao menos em parte, o comportamento crescente das emissões de resíduos (+32,6% entre 2010 e 2024, atingindo 4.597 tCO₂e), ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, o município tem desempenho superior à média nacional: 89,6% dos domicílios com coleta (2022, percentil 76) e apenas 5,2% com destino inadequado, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (9,3%), com melhora expressiva desde 2010 (-36,7%). Esse avanço na gestão de resíduos contrasta com a estagnação do tratamento de esgoto, revelando prioridades históricas de investimento distintas entre os dois serviços.

Em emissões totais de GEE, o município apresenta volume baixo (33.549 tCO₂e em 2024, percentil 13), com tendência de queda desde 2015, puxada principalmente pela redução nas emissões de energia (-12% no período, para 21.203 tCO₂e). Os registros de eventos extremos de 2016 — 2 cheias e 10 secas — posicionam o município em percentis elevados (87 e 86, respectivamente) frente ao Brasil, o que reforça a vulnerabilidade climática do semiárido potiguar e a importância de vincular investimentos em infraestrutura hídrica à resiliência frente a esses eventos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

76.0%

2024

54
9.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

76.8%

2019

7.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

3.8%

2019

60.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.6%

2024

62
36.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.6%

2022

76
2.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.2%

2022

75
36.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

33.549 tCO₂e

2024

87
4.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.597 tCO₂e

2024

61
32.6% no período

Emissões de energia

SEEG

21.203 tCO₂e

2024

48
12.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.