CarneirosAL
9.200 habitantes · IBGE 2701803
Resumo socioambiental
Carneiros/AL apresenta em 2022 cobertura de água de 74,5%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (76,9%), posicionando o município no percentil 47 do país. Apesar do avanço expressivo desde 2008 (+54,6% no período), a perda de água na distribuição chegou a 55,1% em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito superior à mediana estadual (43,9%), colocando o município no percentil 89, entre os piores do Brasil. Esse quadro indica que parte relevante do esforço de ampliação da cobertura hídrica é comprometida por ineficiência operacional na rede, um ponto crítico para investimentos futuros em saneamento.
O saneamento básico segue como principal fragilidade do município. A coleta de resíduos domiciliares recuou de 56,6% (2010) para 54,9% (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), situando Carneiros no percentil 20 — entre os piores do país nesse quesito. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 38,1% dos domicílios em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e estadual (13,0%), apesar da melhora de -12,4% frente a 2010. Essa deficiência na gestão de resíduos sólidos se reflete nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram +24,7% entre 2010 e 2024, atingindo 3.742 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), mas em trajetória de alta que merece atenção.
Em termos de emissões totais de GEE, o município soma 22.027 tCO₂e em 2024, valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o pequeno porte populacional e econômico local. Chama atenção, contudo, o crescimento acelerado das emissões de energia, que quase dobraram (+96,0%) entre 2010 e 2024, alcançando 5.329 tCO₂e — tendência que, se mantida, pode pressionar o balanço de emissões municipal nos próximos anos.
No aspecto hídrico-climático, os registros de 2016 mostram exposição relevante a eventos extremos: 1 registro de cheia (percentil 76) e 19 registros de seca (percentil 99), evidenciando vulnerabilidade a estiagens prolongadas, coerente com o contexto do semiárido alagoano. Ainda assim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (2,961), sugerindo perspectiva relativamente favorável no longo prazo, desde que sejam enfrentados os gargalos atuais de perdas na distribuição e de cobertura de coleta de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
61.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
62.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
54.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
38.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
22.027 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.742 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.329 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
19
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
