CarolinaMA

24.606 habitantes · IBGE 2102804

IA

Resumo socioambiental

Carolina/MA apresenta um quadro de saneamento marcado por contraste severo entre abastecimento de água e esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 93,5% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do estado do Maranhão (59,6%), posicionando o município no percentil 76 do país. Entretanto, esse avanço é comprometido por perdas na distribuição extremamente elevadas: 71,4% da água tratada é perdida (2022), quase 2,4 vezes a mediana nacional (29,9%) e acima até da já alta média estadual (56,3%), colocando Carolina no percentil 97 — entre os piores do Brasil. A trajetória de perdas é preocupante, com salto de 925,4% desde 2008, sinalizando deterioração progressiva da infraestrutura de distribuição que pode comprometer a sustentabilidade do ganho em cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto está estagnada em apenas 3,8% desde o último dado disponível (2007), muito distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo da média estadual (33,9%). O tratamento de esgoto é nulo (0,0%) ante uma mediana nacional de 37,7%, apesar de existirem 2 ETEs registradas no município (2020), acima da mediana nacional (1 unidade) — o que sugere estrutura instalada mas subutilizada ou desativada. Essa lacuna se reflete no indicador de destino inadequado de dejetos domiciliares, que embora tenha caído de 35,9% (2010) para 26,4% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%), evidenciando que a maior parte da população carece de solução adequada para o esgoto, mesmo com acesso à água encanada.

No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 2.362.962 tCO₂e em 2024, variação de +85,4% desde 2010, situando o município no percentil 96 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, que se relacionam diretamente com a ausência de tratamento de esgoto e coleta domiciliar incompleta (72,9% dos domicílios atendidos, abaixo da mediana nacional de 76,9%), cresceram 61,5% no período, atingindo 14.357 tCO₂e (percentil 76). As emissões de energia também mais que dobraram desde 2018, alcançando 82.996 tCO₂e em 2024 (percentil 79), indicando pressão crescente sobre o balanço de carbono municipal.

Em síntese, Carolina avançou expressivamente no acesso à água, mas esse ganho convive com perdas alarmantes na rede e com um deficit estrutural grave em esgotamento sanitário, sem tratamento efetivo apesar da infraestrutura instalada. Esse cenário, somado a emissões de GEE crescentes e muito acima dos padrões nacionais, aponta para a necessidade urgente de investimentos em redução de perdas hídricas e em operacionalização do tratamento de esgoto, com potencial de gerar benefícios simultâneos em saúde pública e mitigação de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

80.4%

2024

60
13.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

3.8%

2007

27.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2007

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

70.1%

2024

5
1010.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.9%

2022

44
13.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.4%

2022

31
26.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.362.962 tCO₂e

2024

4
85.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.357 tCO₂e

2024

24
61.5% no período

Emissões de energia

SEEG

82.996 tCO₂e

2024

21
60.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.