CarrancasMG

4.153 habitantes · IBGE 3114600

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Resumo socioambiental

Carrancas/MG apresenta em 2022 cobertura de água de 68,7%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar mineiro (84,3%), posicionando o município no percentil 41 do país. Em contraste, a coleta de esgoto atinge 100,0% (último dado disponível, 2016), superando amplamente a mediana nacional de 87,8% (2021) e a média estadual de 85,0%. Essa universalização da coleta, porém, não se traduz em tratamento: o índice de tratamento de esgoto é 0,0% desde ao menos 2009, enquanto a mediana nacional em 2022 é de 37,7% e a mineira de 44,5%. Ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, configurando um passivo ambiental relevante que contrasta com a eficiência da coleta.

As perdas de água mostram trajetória favorável, caindo de 19,8% em 2009 para 12,3% em 2022 (variação de -38,0%), com o município no percentil 10 nacional — ou seja, entre os melhores desempenhos do país, bem abaixo da mediana de 29,9% e do patamar estadual de 35,0%. O acesso domiciliar à coleta de resíduos também evoluiu, passando de 71,2% (2010) para 78,1% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante da média mineira (86,1%). O percentual de destino inadequado de resíduos caiu de 28,7% para 10,6% no mesmo período, aproximando-se da mediana nacional (14,9%), mas ainda acima do padrão de Minas Gerais (7,4%).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 138.897 tCO₂e em 2024, próximas à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 50), após picos expressivos em 2021-2022 (acima de 200 mil tCO₂e) e recuo em 2023-2024. As emissões de resíduos, coerentes com a ausência de tratamento de esgoto, mantiveram-se estáveis em torno de 2.964 tCO₂e (2024), com variação marginal de +0,9% desde 2010 e percentil 24 — indicando desempenho relativamente melhor que a maioria dos municípios brasileiros nesse recorte. As emissões de energia cresceram 33,9% no período, atingindo 4.742 tCO₂e em 2024, ainda bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 20).

Em síntese, Carrancas combina avanços na gestão de resíduos sólidos e no controle de perdas hídricas com uma lacuna crítica no tratamento de esgoto, que compromete o potencial ambiental da alta cobertura de coleta. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (2016), o que limita a análise de riscos hidroclimáticos locais, mas reforça a recomendação prioritária de investimento em estações de tratamento de esgoto como próximo passo estruturante para a sustentabilidade ambiental do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
51.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2016

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2016

Perda de água

SNIS/SINISA

86.7%

2024

2
347.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.1%

2022

52
9.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.6%

2022

60
63.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

138.897 tCO₂e

2024

50
40.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.964 tCO₂e

2024

76
0.9% no período

Emissões de energia

SEEG

4.742 tCO₂e

2024

80
33.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.