CascaRS
9.689 habitantes · IBGE 4304903
Resumo socioambiental
Casca/RS apresenta desempenho socioambiental heterogêneo, com destaque negativo para o saneamento hídrico. A cobertura de água tratada estagnou-se em torno de 56,4% em 2022, valor bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média gaúcha (88,1%), posicionando o município no percentil 26 do país. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 50,1% em 2022 (variação de +22,2% desde 2008), superando amplamente a mediana nacional (29,9%) e a UF (36,5%) — o município está no percentil 85, entre os piores do Brasil nesse indicador. Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício sugere ineficiência estrutural na rede de abastecimento, exigindo investimentos prioritários em infraestrutura hídrica.
Em contrapartida, a gestão de resíduos sólidos domiciliares mostra resultados positivos: a coleta atende 80,9% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e próxima da média estadual (82,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para apenas 3,1%, bem inferior à mediana nacional (14,9%) e à própria UF (4,5%), colocando Casca no seleto percentil 17. Esse avanço na destinação adequada de resíduos, contudo, não se reflete integralmente nas emissões do setor, que somaram 7.190 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que a melhoria na coleta ainda não gerou ganhos proporcionais na mitigação de gases de efeito estufa associados aos resíduos.
No balanço geral de emissões, o município reduziu suas emissões totais de GEE em 28,2% desde 2010, chegando a 159.619 tCO₂e em 2024 — ainda assim acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 54. O ponto de atenção é o setor energético, cujas emissões cresceram 40% no período recente, atingindo 48.308 tCO₂e em 2024, valor mais que o dobro da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 69, indicando pressão crescente da matriz energética local sobre o balanço de carbono do município.
Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição relevante a eventos extremos: 5 registros de cheia (percentil 98) e 3 de seca (percentil 68), ambos muito acima da mediana nacional (zero), o que reforça a necessidade de articular planejamento de saneamento e gestão de recursos hídricos com estratégias de adaptação climática, dado o histórico de vulnerabilidade a extremos de precipitação.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
55.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
45.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
990 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
990 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
159.619 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.190 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
48.308 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
