Cascalho RicoMG

2.757 habitantes · IBGE 3115003

IA

Resumo socioambiental

Cascalho Rico/MG apresenta quadro de saneamento básico abaixo da média nacional, com sinais de estagnação e até regressão em componentes críticos. A cobertura de água chega a 62,7% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 33. Mais preocupante é a coleta de esgoto, que recuou de 99,3% em 2011 para 53,7% em 2021 — queda de 45,9% — refletindo possível descontinuidade ou desativação de sistemas coletivos. O tratamento de esgoto é 0,0% em toda a série histórica (2011–2022), enquanto a mediana nacional é 37,7% e a mineira 44,5%, situando o município no percentil 25 e evidenciando ausência total de infraestrutura de tratamento, apesar de haver coleta parcial.

Por outro lado, a gestão da rede de água mostra desempenho relativamente positivo: a perda de água caiu para 13,2% em 2022 (variação de -17,5% desde 2008), consideravelmente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (35,0%), colocando o município no percentil 11 — um dos pontos fortes do dossiê. Já a coleta domiciliar de resíduos, segundo o Censo, atinge 70,7% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%), e o destino inadequado de resíduos domiciliares chega a 21,3%, acima da mediana nacional (14,9%) e do índice mineiro (7,4%), no percentil 62 — indicando que, apesar da melhora desde 2010 (32,0%), ainda há parcela expressiva de domicílios sem destinação adequada, o que é coerente com a ausência de tratamento de esgoto.

Em emissões, o município mantém-se em patamar relativamente baixo frente ao Brasil: as emissões totais de GEE somam 95.740 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 39. As emissões de resíduos, contudo, cresceram 27,0% desde 2010, atingindo 2.003 tCO₂e em 2024 — aumento que dialoga com a fragilidade do saneamento e a ausência de tratamento de esgoto, sugerindo pressão crescente sobre a destinação de resíduos sólidos e líquidos. As emissões de energia saltaram 126,2% em relação a 2010, para 5.271 tCO₂e em 2024, com salto abrupto no último ano da série, o que merece monitoramento específico das fontes energéticas municipais.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias ou secas na série disponível (2016), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,694), no percentil 50 — indicando vulnerabilidade futura moderada que reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento, especialmente diante da lacuna crônica de tratamento de esgoto.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.8%

2024

50
30.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

55.0%

2024

46
44.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

16.6%

2024

84
10.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.7%

2022

40
4.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.3%

2022

38
33.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

596 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

596 MW

2024

95
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

95.740 tCO₂e

2024

61
1.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.003 tCO₂e

2024

88
27.0% no período

Emissões de energia

SEEG

5.271 tCO₂e

2024

78
126.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.