CassilândiaMS
21.549 habitantes · IBGE 5002902
Resumo socioambiental
Cassilândia apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho satisfatório em abastecimento de água, mas fragilidades importantes em saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 90,2% em 2024, valor bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (87,8%), posicionando o município no percentil 77 do país — embora represente queda de 5,3% frente a patamares próximos de 100% observados entre 2018 e 2021. A perda de água, por sua vez, saltou para 35,0% em 2024, revertendo a trajetória de forte redução registrada entre 2019 e 2022 (quando chegou a 5,0%), o que sinaliza possível deterioração da infraestrutura de distribuição e exige atenção operacional, ainda que o indicador permaneça próximo da mediana nacional (29,1%) e estadual (29,4%).
O esgotamento sanitário é o principal ponto crítico: a coleta de esgoto está em apenas 18,6% (2024), muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e da mediana estadual (66,6%), colocando o município no percentil 14 — entre os piores do país nesse quesito. O tratamento de esgoto, em contrapartida, avançou para 34,2%, superando a mediana nacional (33,3%) e aproximando-se do percentil 50, o que indica que, apesar da baixa coleta, o volume captado é tratado em proporção relativamente adequada. Essa combinação de baixa coleta com tratamento mediano, sustentada por apenas 1 ETE no município (2020), sugere gargalo estrutural na rede coletora mais do que na capacidade de tratamento, coerente com o indicador de destino inadequado de domicílios, que caiu para 6,4% em 2022, favorável frente à mediana nacional (14,9%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 704.792 tCO₂e em 2024, com queda de 17% desde 2010, mas ainda no percentil 86 nacional, refletindo o peso do perfil agropecuário do município. As emissões de resíduos, no entanto, cresceram 27,1% no período, atingindo 14.818 tCO₂e, movimento que pode estar associado à baixa cobertura de esgotamento sanitário e ao manejo inadequado de resíduos, reforçando a necessidade de políticas integradas entre saneamento e gestão de resíduos sólidos. As emissões de energia recuaram 6,1%, para 51.206 tCO₂e, acompanhando a expansão da potência hidráulica instalada, que cresceu quase 490% desde 2010, chegando a 50 MW em 2024.
Em síntese, Cassilândia se destaca positivamente no abastecimento de água e no controle de destinação inadequada de resíduos domiciliares, mas enfrenta desafios estruturais relevantes em coleta de esgoto e no crescimento das emissões associadas a resíduos, além de sinais de deterioração recente na eficiência da rede de distribuição de água. Recomenda-se priorizar investimentos em expansão da rede coletora de esgoto e em manutenção do sistema hídrico, aproveitando a base de tratamento já instalada para ampliar o alcance do saneamento.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
18.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
34.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
35.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
50 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
50 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
704.792 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.818 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
51.206 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
