CastanhalPA
207.603 habitantes · IBGE 1502400
Resumo socioambiental
Castanhal apresenta déficit severo de saneamento básico, o que representa o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atinge apenas 26,3% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Pará (55,0%), posicionando o município no percentil 5 do país. A situação do esgotamento sanitário é ainda mais crítica: a coleta de esgoto caiu de 49,7% em 2017 para apenas 0,8% em 2021 — uma queda de 98,4% — colocando Castanhal no percentil 1 nacional. O tratamento de esgoto, embora também baixo (7,7% em 2022), ao menos existe, mas é insuficiente diante da quase ausência de coleta, sugerindo possível descontinuidade ou falha no sistema de rede coletora.
Por outro lado, indicadores de manejo de resíduos sólidos domiciliares mostram melhor desempenho relativo: 90,1% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e do Pará (71,0%), e o destino inadequado de resíduos caiu para 5,3%, também melhor que a mediana do país (14,9%) e do estado (23,2%). Essa aparente eficiência na coleta contrasta, porém, com o crescimento expressivo das emissões de GEE por resíduos, que saltaram de 74.982 tCO₂e em 2010 para 146.432 tCO₂e em 2024 (+95,3%), colocando o município no percentil 98 nacional — indicando que o volume de resíduos coletados está sendo destinado de forma ambientalmente inadequada, possivelmente em aterros ou lixões sem controle de gases, já que o município dispõe de apenas 1 unidade de destinação registrada (2025).
As emissões totais de GEE somaram 641.817 tCO₂e em 2024, com queda de 35,3% desde 2010, mas ainda 84º percentil nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). Chama atenção o crescimento das emissões de energia, que passaram de 272.015 tCO₂e (2010) para 398.101 tCO₂e em 2024 (+46,4%, percentil 95), tornando-se o segundo maior vetor de emissões do município. A expansão da potência de biomassa, que saltou de 2 MW para 5 MW entre 2020 e 2021 e se manteve estável desde então, indica algum avanço em fontes renováveis, mas ainda insuficiente para compensar o crescimento das emissões energéticas.
Em síntese, Castanhal enfrenta um quadro de infraestrutura sanitária crítica — sobretudo em esgotamento — associado a perdas de água ainda elevadas (37,0% em 2022, embora em queda desde 2008), o que compromete a eficiência do sistema de abastecimento. A combinação de baixa cobertura de saneamento com o crescimento sustentado das emissões de resíduos e energia sugere que os investimentos municipais não têm acompanhado o crescimento populacional e a demanda ambiental, exigindo priorização urgente de recursos para expansão da rede de esgoto e controle de emissões no setor de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
25.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
0.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
3.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
72.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
641.817 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
146.432 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
398.101 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
