CastelândiaGO

2.921 habitantes · IBGE 5205059

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Resumo socioambiental

Castelândia apresenta indicadores de saneamento consistentemente acima das referências nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 92,8% em 2024, superando a mediana nacional (73,2%) e a média de Goiás (88,8%), posicionando o município no percentil 82. Após um pico de 99,8% em 2022, houve queda para 91,9% em 2023 e leve recuperação em 2024, sugerindo necessidade de monitoramento para evitar retrocessos. A perda de água, embora tenha caído significativamente desde 2010 (-29,1% no período), ainda está em 22,6% em 2024 — melhor que a mediana nacional (29,1%) e que Goiás (25,3%), mas ainda representa quase um quarto do volume distribuído, indicando espaço para investimentos em redução de perdas físicas e comerciais.

No manejo de resíduos sólidos, o município também supera os parâmetros de referência: 93,7% dos domicílios têm coleta (Censo 2022), acima da mediana nacional (76,9%) e próximo do padrão estadual (89,7%). O destino inadequado de resíduos caiu para 6,0% em 2022 (-28% desde 2010), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ligeiramente acima do valor estadual (5,5%). Essa boa cobertura de coleta, entretanto, não se traduz em redução das emissões de resíduos, que cresceram +15,5% desde 2010, atingindo 2.055 tCO₂e em 2024 — um sinal de alerta sobre o tratamento final e a necessidade de avaliar alternativas como compostagem ou aproveitamento energético do lixo coletado.

Em emissões totais de GEE, Castelândia registrou 103.948 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-se no percentil 42. A série histórica mostra oscilações relevantes, com pico em 2013 (144.025 tCO₂e) e queda expressiva até 2019, seguida de recuperação recente (+9,5% entre 2023 e 2024). As emissões de energia também cresceram 15,2% desde 2010, acompanhando o movimento das emissões de resíduos, o que aponta para pressões conjuntas do crescimento populacional e econômico sobre esses dois setores, mesmo com a infraestrutura de saneamento bem avaliada.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a defasagem temporal desse indicador (última atualização há quase uma década) limita conclusões sobre riscos hidroclimáticos atuais. Em síntese, Castelândia exibe desempenho socioambiental sólido em saneamento básico frente aos parâmetros nacionais e estaduais, mas o crescimento das emissões de resíduos e energia, mesmo com boa cobertura de serviços, sugere a necessidade de políticas voltadas à eficiência energética e ao tratamento adequado de resíduos para sustentar a trajetória positiva observada na década anterior.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.8%

2024

82
11.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.6%

2024

68
29.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.7%

2022

87
2.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.0%

2022

72
28.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

103.948 tCO₂e

2024

58
9.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.055 tCO₂e

2024

87
15.5% no período

Emissões de energia

SEEG

3.613 tCO₂e

2024

85
15.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.