Castelo do PiauíPI
19.663 habitantes · IBGE 2202604
Resumo socioambiental
Castelo do Piauí/PI apresenta quadro socioambiental com fragilidades relevantes na infraestrutura de saneamento, apesar de avanços pontuais nas emissões totais de gases de efeito estufa. A cobertura de água atende 65,7% dos domicílios em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (73,0%), posicionando o município no percentil 37. Mais preocupante é a perda de água, que chega a 51,3% — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média do Piauí (46,4%), colocando o município no percentil 86 (entre os piores do país). Essa combinação indica ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento, com desperdício expressivo mesmo diante de cobertura já limitada.
No saneamento de esgoto, a coleta atinge apenas 62,9% dos domicílios (2022), também abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (70,4%), no percentil 29. O destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha recuado de 39,5% (2010) para 29,6% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a média do Piauí (26,3%), situando o município no percentil 74. Essa lacuna estrutural em resíduos ajuda a explicar o crescimento de 58,7% nas emissões do setor entre 2010 e 2024, atingindo 11.922 tCO₂e — quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando que a gestão inadequada de resíduos sólidos é hoje o principal vetor de pressão ambiental do município.
As emissões totais de GEE somaram 177.581 tCO₂e em 2024, com queda de 21,6% desde 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O setor de energia chamou atenção ao quase dobrar (+90,7%) no último ano, alcançando 23.529 tCO₂e, sinalizando necessidade de monitoramento da matriz energética local. Já os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a eventos extremos, com 2 registros de cheia e 11 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), reforçando a vulnerabilidade climática do território.
Em síntese, o município enfrenta desafios simultâneos de eficiência hídrica, cobertura sanitária e gestão de resíduos, que se reforçam mutuamente: a baixa universalização do esgoto e do manejo adequado de resíduos sustenta emissões crescentes no setor, enquanto as perdas elevadas de água comprometem a efetividade dos investimentos já realizados em abastecimento. Prioridades de curto prazo devem incluir redução de perdas na rede e ampliação da coleta de esgoto e resíduos, com potencial de gerar ganhos ambientais e sociais conjuntos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
61.1%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
51.9%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
177.581 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.922 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
23.529 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
11
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
