CasteloES
39.396 habitantes · IBGE 3201407
Resumo socioambiental
Castelo/ES apresenta saneamento básico com desempenho misto frente aos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 80,3% em 2022, com salto expressivo de +6,4% em relação ao ano anterior, superando a mediana nacional (76,5%) e ficando próxima da média capixaba (83,5%), no percentil 56. A coleta de esgoto chegou a 96,3% em 2021, bem acima da mediana do país (87,8%) e do próprio Espírito Santo (69,8%), posicionando o município no percentil 61. Contudo, o tratamento de esgoto ainda é limitado, em 40,4% (2022), abaixo da média estadual (44,6%), evidenciando um gargalo estrutural: o município coleta bem, mas trata proporcionalmente pouco, com apenas 1 ETE registrada em 2020 — exatamente a mediana nacional, mas muito aquém das 188 unidades médias do Espírito Santo. As perdas de água, em 23,0% (2022), embora tenham piorado 17,6% frente ao mínimo histórico, ainda estão abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (29,0%), indicando eficiência operacional relativamente boa apesar da reversão recente.
Um ponto crítico é a discrepância entre os dados do SNIS/SINISA e do Censo IBGE quanto à coleta de resíduos domiciliares: enquanto o primeiro sugere alta cobertura de esgoto, o Censo aponta que apenas 40,7% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022, uma queda abrupta de 48,5% frente aos 79,0% de 2010, colocando o município no percentil 8 nacional — um dos piores indicadores do dossiê. Coerente com essa deterioração, o destino inadequado de resíduos domiciliares chegou a 15,4% em 2022, levemente acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média capixaba (6,9%). Essa combinação ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram 42,0% entre 2010 e 2024, atingindo 20.934 tCO₂e — quase o triplo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 84, mesmo com a população municipal modesta.
No cômputo geral de gases de efeito estufa, as emissões totais somaram 247.824 tCO₂e em 2024, com queda de 21,6% desde o pico de 2022 (461.842 tCO₂e), mas ainda quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 65. As emissões de energia também cresceram significativamente (+30,9% desde 2010), somando 75.680 tCO₂e em 2024, quatro vezes a mediana nacional, refletindo maior consumo energético sem contrapartida proporcional em geração renovável — a potência solar instalada estagnou em 2 MW desde 2023, enquanto a potência hidráulica (13 MW) permanece inalterada há 14 anos, ambas com participação modesta na matriz local.
Por fim, o município registrou 5 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, números muito superiores à mediana nacional (zero em ambos os casos), embora abaixo da média estadual, indicando exposição a eventos hidrológicos extremos que reforçam a importância de investimentos em infraestrutura de saneamento e drenagem
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
72.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
67.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
12.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
21.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
40.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
14 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
13 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
247.824 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
20.934 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
75.680 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
