CatalãoGO
120.789 habitantes · IBGE 5205109
Resumo socioambiental
Catalão/GO apresenta cobertura de água de 90,4% (2022), acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (89,1%), colocando o município no percentil 71. Entretanto, houve retração de -9,6% desde 2008, quando a cobertura era de 100%, e a perda de água atingiu 51,8% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito superior à média de Goiás (27,8%), situando o município no percentil 86 (pior) do país. Essa combinação sugere problemas de gestão da rede física de abastecimento, mesmo com boa cobertura formal.
No saneamento de esgoto, a coleta chegou a 67,6% (2021), com crescimento de +21,9% desde 2007, mas ainda abaixo da mediana nacional (87,8%) e do percentil 35. O tratamento de esgoto, por sua vez, alcançou 61,6% (2022), superando a mediana nacional (37,7%), embora ligeiramente abaixo da média estadual (66,0%). O município opera apenas 1 ETE (2020), no limiar da mediana nacional, o que limita a capacidade de ampliar o tratamento proporcionalmente ao crescimento da coleta. Do lado dos resíduos sólidos, o quadro é positivo: 91,5% dos domicílios têm coleta (2022, percentil 81) e apenas 2,0% têm destino inadequado, bem abaixo da mediana nacional (14,9%).
O ponto crítico do dossiê está nas emissões de GEE: Catalão emitiu 1.256.289 tCO₂e em 2024, valor no percentil 92 nacional, com queda de -6,6% frente a 2023. As emissões por resíduos somaram 78.899 tCO₂e (percentil 96), crescimento de +64,3% desde 2010 — trajetória preocupante que contrasta com a boa cobertura de coleta domiciliar, indicando que o problema está na destinação final e no tratamento dos resíduos, não na coleta. As emissões de energia também cresceram +39,3% no período, atingindo 491.999 tCO₂e (percentil 96), refletindo a matriz energética municipal, apesar da presença de 704 MW de potência hidráulica instalada.
Em síntese, Catalão combina indicadores acima da média nacional em cobertura de água, tratamento de esgoto e gestão de resíduos domiciliares, mas enfrenta desafios estruturais relevantes: perdas físicas de água muito elevadas, estagnação na ampliação de ETEs frente ao crescimento da coleta de esgoto, e crescimento expressivo das emissões de GEE ligadas a resíduos e energia — áreas que devem orientar prioridades de investimento público nos próximos ciclos de planejamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.4%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
67.6%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
61.6%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
51.8%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2012
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
721 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
704 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.256.289 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
78.899 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
491.999 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
