CatanduvasPR

10.627 habitantes · IBGE 4105003

IA

Resumo socioambiental

Catanduvas/PR apresenta um quadro de saneamento básico frágil, com destaque negativo para o esgotamento sanitário: a coleta de esgoto é 0,0% desde o último dado disponível (2014), enquanto o tratamento atinge apenas 11,5% (2014), ambos muito abaixo das medianas nacionais de 87,8% (2021) e 37,7% (2022), respectivamente, e distantes dos patamares do Paraná (89,9% e 78,7%). A cobertura de água, embora tenha evoluído de 67,6% em 2008 para 72,9% em 2022 (+7,8%), também fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito aquém da UF (96,1%), posicionando o município no percentil 46. Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que caiu de 19,0% (2008) para 17,5% (2022), ficando melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (29,6%), no percentil 18 — indicando gestão relativamente eficiente da rede, mesmo com a cobertura ainda incompleta.

No que se refere a resíduos sólidos domiciliares, houve avanço expressivo: o percentual de domicílios com coleta subiu de 62,2% (2010) para 75,2% (2022, +20,9%), e o destino inadequado caiu de 37,8% para 18,4% no mesmo período (-51,4%). Ainda assim, o destino inadequado permanece acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (5,6%), no percentil 57, sugerindo que, apesar da melhora, o município ainda tem lacunas na destinação final de resíduos — o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos (SEEG) cresceram nos últimos anos, de 5.733 tCO₂e (2017) para 7.048 tCO₂e (2024), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em termos de emissões totais de GEE, Catanduvas mostra trajetória de queda acentuada, de 305.194 tCO₂e (2010) para 142.572 tCO₂e (2024), redução de 53,3%, ficando próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 51). Contudo, as emissões de energia dispararam, passando de 17.730 tCO₂e (2010) para 37.735 tCO₂e (2024, +112,8%), superando com folga a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 64 — um vetor de emissões que merece atenção específica em políticas locais de eficiência energética.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, o único registro disponível (2016) indica 1 ocorrência de cheia e 1 de seca, valores pontuais que, embora acima da mediana nacional (0), representam uma fração pequena frente aos totais da UF (187 cheias e 338 secas), sem permitir inferências sobre tendência recente devido à ausência de séries mais atualizadas. Em síntese, o município evoluiu em cobertura de água e gestão de resíduos, mas o esgotamento sanitário praticamente inexistente e o crescimento das emissões de energia são os principais desafios socioambientais a serem enfrentados pela gestão local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.0%

2024

36
14.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

8.2%

2023

50.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

11.8%

2024

92
35.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.2%

2022

47
20.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.4%

2022

43
51.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

142.572 tCO₂e

2024

49
53.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.048 tCO₂e

2024

45
5.9% no período

Emissões de energia

SEEG

37.735 tCO₂e

2024

36
112.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.