CatarinaCE
9.577 habitantes · IBGE 2303600
Resumo socioambiental
Catarina/CE apresenta em 2022 cobertura de água de 85,4%, um salto expressivo frente à série histórica (que oscilava entre 30% e 45% desde 2008), superando a mediana nacional de 76,5% e a média do Ceará de 69,9%, posicionando o município no percentil 64. Esse avanço, porém, contrasta fortemente com o saneamento de esgoto: a coleta atinge apenas 24,2% (2021), muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e mesmo da média estadual de 40,3%, colocando o município no percentil 14. O tratamento de esgoto, em 20,8% (2022), também está em queda leve (-1,2%) e abaixo da mediana nacional de 37,7%, evidenciando um descompasso estrutural entre a expansão do abastecimento e a insuficiência do esgotamento sanitário — o município opera com apenas 1 ETE (2020), no patamar mediano nacional, mas muito aquém das 260 unidades médias do Ceará.
Essa fragilidade se confirma nos dados do Censo: os domicílios com coleta de esgoto caíram de 52,0% (2010) para 23,0% (2022), uma retração de 55,7%, situando Catarina no percentil 2 nacional — entre os piores do país. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 32,8% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da média cearense (14,6%), embora tenha melhorado frente aos 48,0% de 2010. A perda de água na distribuição, de 36,7% (2022), também é preocupante: supera a mediana nacional (29,9%) e representa desperdício que pressiona a sustentabilidade do sistema mesmo diante do ganho recente de cobertura.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 82.974 tCO₂e em 2024, com queda de 2,6% no último ano, mas ainda distante da alta atípica de 2023 (151.797 tCO₂e); o município está abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 35. As emissões de resíduos, de 6.436 tCO₂e, mantêm leve alta (+1,5%) e superam a mediana nacional (5.787 tCO₂e), o que dialoga diretamente com a baixa cobertura de esgotamento sanitário e o alto percentual de destino inadequado de dejetos — indicando que a gestão de resíduos e efluentes é o principal gargalo ambiental do município. Já as emissões de energia, embora tenham quase dobrado desde 2010 (+92,1%, para 8.990 tCO₂e), permanecem abaixo da mediana nacional.
Quanto a eventos hidrológicos, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 19 registros de seca, no percentil 99 nacional, sinalizando forte vulnerabilidade à escassez hídrica — um risco relevante diante da segurança hídrica projetada em índice 3,0 para 2035, abaixo da mediana nacional (4,0), ainda que acima da média estadual (2,652). Em síntese, Catarina avançou de forma notável no abastecimento de água, mas enfrenta déficit crítico e persistente em esgotamento sanitário, com reflexos diretos em emissões de resíduos e destinação inadequada de dejetos, cenário que exige priorização de investimentos em coleta e trat
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
14.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
19.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
34.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
23.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
32.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
82.974 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.436 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.990 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
19
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
