Catas Altas da NoruegaMG
3.141 habitantes · IBGE 3115409
Resumo socioambiental
Catas Altas da Noruega/MG apresenta um quadro de saneamento contraditório: houve avanço expressivo na cobertura de água, que saltou de patamares próximos a 41% ao longo de toda a década de 2010 para 86,8% em 2022, superando a mediana nacional (73,2%) e a média mineira (83,3%). Contudo, esse ganho veio acompanhado de deterioração acentuada na eficiência operacional, com a perda de água atingindo 75,5% em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%) —, indicando possível fragilidade na infraestrutura de distribuição que acompanhou a expansão da rede.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. Embora a coleta formal de esgoto tenha sido historicamente alta (99,6% em 2017, acima da mediana nacional de 59,9%), o tratamento caiu de 80% em 2010 para 0,0% em 2016 e 2017, ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento. Esse dado é agravado pelo indicador censitário de domicílios com coleta, que recuou de 43,9% (2010) para 32,7% (2022) — muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil 4 em relação aos municípios brasileiros — e pelo destino inadequado de dejetos, que atinge 46,3% dos domicílios (percentil 90, entre os piores do país, ante mediana nacional de 14,9%). Há, portanto, uma desconexão entre a rede formal de coleta e a realidade domiciliar, sugerindo parcela significativa da população sem acesso adequado a esgotamento sanitário.
No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram 142,2% entre 2010 e 2024, chegando a 88.164 tCO₂e, com pico em 2022 (98.571 tCO₂e) e recuo parcial em 2023 antes de nova alta em 2024. Mesmo assim, o município permanece no percentil 36 nacional, com emissões abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, mais diretamente ligadas ao saneamento, cresceram de forma mais modesta (+7,5%, para 1.163 tCO₂e), mantendo-se no percentil 3 — ou seja, entre as mais baixas do Brasil —, o que é coerente com o pequeno porte populacional, mas não exime a necessidade de atenção à ausência de tratamento de esgoto, cujo passivo ambiental pode não estar plenamente capturado nas métricas de emissões.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático local, mas não indica ausência de vulnerabilidade, dado que a UF registrou centenas de ocorrências no mesmo período. Em síntese, o município evoluiu em cobertura de água, mas exige ação prioritária em tratamento de esgoto e controle de perdas hídricas, dois pontos que juntos comprometem a efetividade dos ganhos observados em acesso à água.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.8%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.6%
2017
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2017
Perda de água
SNIS/SINISA
75.5%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
32.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
46.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
88.164 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.163 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.277 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
