CaturamaBA

9.115 habitantes · IBGE 2907558

IA

Resumo socioambiental

Caturama/BA apresenta indicadores de saneamento básico consistentemente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais, configurando o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atingiu 51,2% em 2022, muito aquém da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 21. Chama atenção a trajetória recente: após atingir 64,3% em 2019, a cobertura recuou para a faixa de 49-51% entre 2020 e 2022, indicando possível deterioração da infraestrutura ou da gestão do serviço. A coleta de esgoto segue padrão semelhante, caindo de 74,7% (2019) para 59,7% (2021), com variação negativa de 10,4% no período, embora ainda supere a média estadual (63,0%).

O tratamento de esgoto, por sua vez, mostra avanço expressivo desde 2015 (+891,2%), mas estagnou na faixa de 27-30% desde 2018, fechando 2022 em 27,1% — abaixo da mediana nacional (37,7%) e do patamar baiano (53,1%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional, mas muito distante da capacidade instalada média do estado (317 unidades), o que sugere fragilidade estrutural para sustentar ganhos futuros no tratamento. A perda de água na distribuição, de 29,7% em 2022, é a maior da série histórica e praticamente iguala a mediana nacional (29,9%), representando ineficiência operacional que compromete a própria cobertura do serviço.

O quadro mais crítico está no manejo de resíduos sólidos domiciliares: apenas 38,1% dos domicílios têm coleta de lixo (percentil 7, muito abaixo da mediana nacional de 76,9%), enquanto 55,8% dos domicílios têm destinação inadequada de resíduos — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e no percentil 96, um dos piores indicadores do dossiê. Essa deficiência estrutural ajuda a explicar o crescimento de 30,4% nas emissões de GEE por resíduos desde 2010, atingindo 4.647 tCO₂e em 2024, ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em termos climáticos, as emissões totais de GEE caíram 24,1% desde 2010, chegando a 42.836 tCO₂e em 2024 (percentil 18, favorável), após picos atípicos em 2021-2022 (acima de 86 mil tCO₂e). Entretanto, as emissões do setor energético mais que dobraram no período (+136,9%, para 5.524 tCO₂e), reforçando a necessidade de monitorar essa trajetória. O município também registrou 13 ocorrências de seca em 2016 (percentil 92), indicador de vulnerabilidade hídrica que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, dada a interdependência entre disponibilidade hídrica, perdas na distribuição e resiliência climática local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.7%

2024

38
41.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

18.1%

2024

14
72.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

23.3%

2024

44
754.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.6%

2024

49
6.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

38.1%

2022

7
2.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

55.8%

2022

4
11.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

42.836 tCO₂e

2024

82
24.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.647 tCO₂e

2024

60
30.4% no período

Emissões de energia

SEEG

5.524 tCO₂e

2024

77
136.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.