CaturitéPB

5.492 habitantes · IBGE 2504355

IA

Resumo socioambiental

Caturité/PB apresenta quadro crítico no saneamento de água, com cobertura de apenas 22,9% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (59,5%), posicionando o município no percentil 4 — entre os piores do país. A situação se agrava pela perda de água de 74,5% no mesmo ano, quase o triplo da mediana nacional (29,1%) e bem acima da média estadual (41,7%), colocando o município no percentil 96 (quanto maior, pior). Notavelmente, ambos os indicadores pioraram de forma abrupta entre 2022 e 2023, sugerindo possível mudança metodológica, ruptura operacional ou problema de reporte ao SNIS que merece investigação local, já que a perda salta de 35,8% para 64,9% no mesmo intervalo em que a cobertura despenca de 41,7% para 22,5%.

Em contraste, a gestão de resíduos sólidos domiciliares mostra avanço expressivo: a coleta atende 85,5% dos domicílios em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%), com percentil 67. O destino inadequado caiu de 41,4% (2010) para 14,3% (2022), aproximando-se da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%). Essa melhoria, porém, não se refletiu nas emissões de resíduos, que cresceram 43,7% entre 2010 e 2024, atingindo 3.331 tCO₂e — abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta enquanto o esgotamento sanitário melhora, indicando que a expansão da coleta ainda não veio acompanhada de tratamento ou destinação com menor pegada de carbono.

O perfil de emissões totais de GEE é relativamente baixo em termos absolutos: 21.725 tCO₂e em 2024, muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 8. Houve queda de 20,8% desde 2010, com oscilações ano a ano, mas sem tendência linear. As emissões de energia permanecem estáveis (variação de apenas 1,4% no período), enquanto resíduos crescem de forma consistente, sinalizando que o setor de resíduos é hoje o vetor de emissões que mais demanda atenção proporcionalmente.

Quanto a eventos hidroclimáticos, o único registro disponível (2016) indica 19 ocorrências de seca, no percentil 99 nacional, refletindo a vulnerabilidade estrutural do semiárido paraibano à escassez hídrica — cenário que reforça a urgência de resolver as perdas físicas de água na distribuição, já que o desperdício de quase três quartos do volume produzido é incompatível com a fragilidade climática local. Não há registros de cheias no mesmo ano. Em síntese, o município evoluiu positivamente em resíduos sólidos, mas enfrenta deterioração severa e provavelmente atípica no abastecimento de água, exigindo diagnóstico técnico imediato do sistema de distribuição.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

22.9%

2024

4
46.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

74.5%

2024

4
88.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.5%

2022

67
45.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.3%

2022

51
65.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

21.725 tCO₂e

2024

92
20.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.331 tCO₂e

2024

72
43.7% no período

Emissões de energia

SEEG

4.493 tCO₂e

2024

81
1.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

19

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.