CaucaiaCE
375.730 habitantes · IBGE 2303709
Resumo socioambiental
Caucaia apresenta um quadro de saneamento básico frágil, com cobertura de água de apenas 64,7% em 2022 — abaixo da mediana nacional (76,5%) e do Ceará (69,9%), posicionando o município no percentil 36. A coleta de esgoto, embora tenha crescido 164,8% desde 2007, atingiu apenas 40,8% em 2021, ainda distante da mediana brasileira (87,8%), ficando praticamente equivalente à média estadual. Já o tratamento de esgoto, com 42,3% em 2022, supera a mediana nacional (37,7%) e a média cearense (35,3%), colocando o município no percentil 52 — um desempenho relativamente melhor, sustentado pela presença de 12 ETEs, número expressivo frente à mediana nacional de apenas 1 unidade (percentil 99). Chama atenção, porém, a perda de água na distribuição, de 44,1% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (38,5%), indicando ineficiência operacional que compromete a eficácia dos investimentos em captação e tratamento.
No manejo de resíduos sólidos, o município mostra evolução positiva: a cobertura de coleta domiciliar chegou a 87,5% em 2022 (percentil 71), e o percentual de destinação inadequada caiu para 6,5%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (14,6%). Essa melhoria explica o comportamento atípico das emissões de resíduos no SEEG, que se tornaram negativas (-323.167 tCO₂e em 2024), sugerindo captura de metano ou created de créditos de carbono em aterros/unidades de destinação — reforçado pelo aumento para 4 unidades de destinação licenciadas em 2024-2025 (percentil 97 nacional).
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram 65,1% desde 2010, alcançando 955.288 tCO₂e em 2024, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 89. O setor energético é o principal responsável, com 742.433 tCO₂e (percentil 98), refletindo a matriz termelétrica fóssil de 220 MW instalados, que supera a potência solar do município (201 MW). Essa coexistência de fontes limpas e fósseis, sem crescimento da capacidade solar desde 2022, indica estagnação na transição energética local.
Por fim, os registros de eventos extremos disponíveis (2016) mostram ausência de cheias, mas 19 ocorrências de seca, evidenciando vulnerabilidade hídrica que reforça a urgência de reduzir perdas na distribuição e ampliar a cobertura de água e esgoto — indicadores que, combinados, sinalizam que os avanços em resíduos e tratamento de esgoto ainda não se traduziram em ganhos equivalentes de acesso e eficiência hídrica para a população.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
68.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
42.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
43.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
12
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
4
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
421 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
201 MW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
220 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
47.7%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
201 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
955.288 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
-323.167 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
742.433 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
19
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
