CaxambuMG

21.436 habitantes · IBGE 3115508

IA

Resumo socioambiental

Caxambu/MG apresenta em 2022 cobertura de água de 87,7%, acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 67. O tratamento de esgoto, em 77,3% (2022), é um destaque relevante: mais que o dobro da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%), colocando o município no percentil 75 do país — mesmo contando com apenas 1 ETE em operação (2020), igual à mediana nacional. Já a coleta de esgoto caiu para 86,3% (2021), ainda próxima da mediana nacional (87,8%) mas em recuo de 13,7% frente aos 100% históricos registrados até 2014, sinalizando estagnação na expansão da rede desde então.

A perda de água na distribuição, embora tenha caído estruturalmente desde 2008 (de 37,1% para 21,0% em 2022), voltou a subir nos últimos anos e ainda supera os patamares mínimos alcançados em 2013 (8,8%). Apesar disso, o indicador segue melhor que a mediana nacional (29,9%) e mineira (35,0%), no percentil 26 (quanto menor, melhor posição). Os dados do Censo reforçam o quadro positivo em saneamento domiciliar: 94,2% dos domicílios têm coleta de resíduos (percentil 88) e apenas 1,2% têm destino inadequado (percentil 7), ambos muito acima da média nacional.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 72.019 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com alta de 15,7% no ano e forte crescimento acumulado puxado pelo setor de energia, que saltou 92,2% desde 2010 e chegou a 47.855 tCO₂e — bem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 69. As emissões de resíduos, de 12.232 tCO₂e (2024), superam o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 72, um contraste que chama atenção diante do bom desempenho em coleta e tratamento de esgoto, sugerindo que o gargalo climático está mais ligado à gestão de resíduos sólidos e à matriz energética do que ao saneamento básico.

O investimento público municipal registrado em 2026 foi de R$ 124.963, valor muito inferior à mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e à média mineira (R$ 67,7 milhões), situando o município no percentil 13 — um patamar de investimento baixo que, se mantido, pode comprometer a manutenção dos bons indicadores de saneamento e a reversão das tendências de aumento de perdas de água e emissões energéticas observadas nos últimos anos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.3%

2024

69
12.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

83.7%

2024

74
16.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

77.2%

2024

83
0.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

67.0%

2024

7
125.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.2%

2022

88
4.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.2%

2022

93
21.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

72.019 tCO₂e

2024

70
15.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.232 tCO₂e

2024

28
3.0% no período

Emissões de energia

SEEG

47.855 tCO₂e

2024

31
92.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 125 mil

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.