CaxiasMA

163.428 habitantes · IBGE 2103000

IA

Resumo socioambiental

Caxias/MA apresenta um saneamento marcado por contrastes: a cobertura de água atingiu 87,0% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e bem superior à média estadual (53,5%), posicionando o município no percentil 72. Contudo, essa cobertura convive com perdas de água elevadas, de 63,0% em 2024, patamar pior que a mediana do país (29,1%) e também acima da própria média do Maranhão (57,3%), o que indica ineficiência operacional relevante na distribuição, com desperdício de um recurso que já é captado e tratado.

O quadro de esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto atingiu apenas 15,1% em 2024 e o tratamento 14,4%, ambos muito abaixo das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente), colocando Caxias no percentil 12 em coleta. Apesar do avanço expressivo desde 2015, quando a coleta era de apenas 7,3%, o município ainda opera com uma única ETE (2020), mesmo valor da mediana nacional, mas distante da média estadual de 14 unidades. Essa lacuna se reflete nos dados do Censo: 27,9% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos (2022), acima da mediana do país (14,9%), embora represente melhora de 28,4% frente a 2010.

No eixo climático, as emissões de GEE dispararam para 5,88 milhões de tCO₂e em 2024, um aumento de 289% desde 2010, situando o município no percentil 99 nacional — um patamar extremamente elevado mesmo descontando a alta base estadual. As emissões de resíduos, de 102 mil tCO₂e, cresceram 84% no período e estão no percentil 97, evidenciando que a fragilidade do saneamento (baixa coleta e tratamento de esgoto) tem correlação direta com o aumento das emissões do setor. Já as emissões de energia somam 327,9 mil tCO₂e, também com trajetória de alta.

Em geração de energia limpa, a capacidade de biomassa permanece estagnada em 549 kW desde 2015, sem qualquer expansão, e distante da mediana nacional (5 MW), sinalizando ausência de investimento em diversificação energética. Os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a eventos extremos, com 1 registro de cheia e 4 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), reforçando a necessidade de políticas integradas que conectem infraestrutura de saneamento, gestão hídrica e mitigação climática no município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.0%

2024

72
13.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

15.1%

2024

12
3114.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

14.4%

2024

37
5664.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

63.0%

2024

8
4.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

69.3%

2022

38
13.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.9%

2022

29
28.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

549 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

5.882.879 tCO₂e

2024

1
289.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

102.056 tCO₂e

2024

3
84.0% no período

Emissões de energia

SEEG

327.894 tCO₂e

2024

6
67.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.