Cedro do AbaetéMG

1.091 habitantes · IBGE 3115607

IA

Resumo socioambiental

Cedro do Abaeté apresenta quadro saneamento misto, com avanço expressivo na coleta de esgoto mas estagnação crítica no tratamento. A cobertura de água atingiu 69,8% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), refletindo queda acumulada de -18,3% desde 2010 — quando o índice era de 85,4%. Já a coleta de esgoto evoluiu fortemente, alcançando 83,9% em 2024 (variação de +71,8% desde 2012), superando a mediana nacional (59,9%) e aproximando-se do patamar estadual (78,2%). Contudo, o tratamento de esgoto permanece em 0,0% ao longo de toda a série histórica, bem abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (44,6%), indicando que todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento — um gargalo estrutural que compromete os ganhos obtidos na coleta.

A perda de água na distribuição está em 13,4% (2024), valor favorável frente à mediana nacional (29,1%) e ao estado (35,8%), posicionando o município no percentil 10 (entre os menores índices de perda do país), embora a série mostre oscilações relevantes ao longo dos anos. No âmbito de resíduos sólidos domiciliares, a coleta atende 88,6% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e do estado (86,1%), com destino inadequado caindo para 6,0% — forte melhora frente aos 18,6% de 2010, embora ainda ligeiramente abaixo da média mineira (7,4%).

Em emissões de GEE, o município registrou 37.007 tCO₂e em 2024, patamar muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-se no percentil 15. As emissões de resíduos (844 tCO₂e) e de energia (631 tCO₂e) também são marginais em comparação nacional (percentis 1 e 2, respectivamente), evidenciando perfil de baixas emissões absolutas, coerente com o pequeno porte populacional (~1.091 habitantes). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA (2016), sem indicação de criticidade hídrica extrema no período disponível.

Em síntese, o principal desafio de Cedro do Abaeté é a ausência total de tratamento de esgoto, que anula parte dos benefícios da alta cobertura de coleta e representa risco à qualidade dos corpos hídricos locais, mesmo diante de indicadores relativamente favoráveis em perdas de água, resíduos sólidos e emissões de GEE. Investimentos direcionados à estação de tratamento de esgoto e à recuperação da cobertura de água — hoje abaixo da média nacional — devem ser prioridade para consolidar os ganhos socioambientais já obtidos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

69.8%

2024

45
18.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

83.9%

2024

74
71.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

13.4%

2024

90
64.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.6%

2022

74
9.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.0%

2022

72
67.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

37.007 tCO₂e

2024

85
34.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

844 tCO₂e

2024

99
28.7% no período

Emissões de energia

SEEG

631 tCO₂e

2024

98
37.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.