Central de MinasMG

6.243 habitantes · IBGE 3115706

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Resumo socioambiental

Central de Minas apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no abastecimento de água mas retrocesso relevante no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 84,8% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 68. Já a coleta de esgoto, embora ainda superior ao Brasil (81,7% contra mediana de 59,9%), sofreu queda expressiva de -18,3% desde o pico de 100% mantido entre 2016 e 2021, indicando possível deterioração da rede ou mudança na metodologia de aferição. O ponto mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% em 2024 — muito abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (44,6%), colocando o município no percentil 24. Essa lacuna entre coleta e tratamento sugere que o esgoto captado está sendo lançado sem tratamento adequado, com risco direto à qualidade dos corpos hídricos.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado de 55,2% (2023) para 24,1% (2024), ainda representa uma redução acentuada acumulada de -33,7% no período mais longo da série, mas o índice permanece abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), refletindo eficiência relativamente melhor que a média. No âmbito dos resíduos sólidos domiciliares, o percentual de domicílios com coleta caiu para 72,9% em 2022 (-6,9% frente a 2010), ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média de Minas Gerais (86,1%). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos, embora tenha melhorado bastante desde 2010 (-37,8%), ainda atinge 13,5% dos domicílios em 2022, valor próximo à mediana nacional (14,9%) mas quase o dobro da média estadual (7,4%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 92.848 tCO₂e em 2024, alta de 63,6% em relação a 2010, revertendo a trajetória de queda observada entre 2018 e 2020. Ainda assim, o município permanece abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 38. As emissões de energia lideram o crescimento relativo (+74,0%, para 8.474 tCO₂e), enquanto as emissões de resíduos cresceram de forma mais moderada (+18,2%, para 3.936 tCO₂e) — este último indicador guarda relação direta com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destino inadequado de resíduos domiciliares, reforçando a necessidade de investimentos conjuntos em saneamento e gestão de resíduos.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de vulnerabilidade hidroclimática nesse recorte. Em síntese, Central de Minas destaca-se positivamente no abastecimento de água, mas exige atenção prioritária ao tratamento de esgoto — ausente há mais de uma década — e à contenção do crescimento das emissões de energia, que tem impulsionado o aumento das emissões totais do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.8%

2024

68
8.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

81.7%

2024

71
18.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

24.1%

2024

64
33.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.9%

2022

44
6.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.5%

2022

53
37.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

92.848 tCO₂e

2024

62
63.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.936 tCO₂e

2024

66
18.2% no período

Emissões de energia

SEEG

8.474 tCO₂e

2024

68
74.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.